quinta-feira, 18 de março de 2010

A HISTÓRIA NÃO SE VENDE.

A história de um povo é a memória do seu passado e esse passado mede-se pelos feitos dos seus filhos, ou por aquilo que é ou era seu, e chegou até nós.
A história escrita tem como suporte as coisas físicas e a sua credibilidade assenta nesses testemunhos, sejam eles construções, utensílios pessoais ou agrícolas ou ainda quaisquer outras peças que possam atestar a existência das gentes em determinada época.
Podem tais vestígios parecer simples e desprovidos de valor comercial, podem até á primeira vista parecer apenas trastes inúteis, mas ainda assim, podem esconder décadas ou séculos de uma história que nos cabe preservar e transmitir.
A propósito de história, cada um vai escrevendo a sua, conforme o comportamento com que se digna viver, sendo certo que às vezes por desconhecimento, esse comportamento não é o mais adequado e útil á comunidade em que vive, mas pode em certos casos ser-lhe pernicioso.
Hoje, mais que ontem, há povoações do interior, e o Soito não está excluído, que estão a ser literalmente pilhadas do seu património histórico em favor de outros povos, instituições, museus ou coleccionadores particulares, por alguém feito mercenário, que a troco de uns patacos, alicia os proprietários ou detentores desses bens, levando tudo o que seja velho e contribuindo assim para o desenraizamento histórico
A identidade dos nossos ascendentes, pode ser adivinhada hoje e no futuro, pelos objectos ou fragmentos por eles deixados e que estejam á disposição dos estudiosos, mas se esses elementos desaparecerem, desaparece a possibilidade de obter tais informações e por conseguinte de fazer história.
Sei que não tenho autoridade moral para dar conselhos a quem quer que seja, no entanto não posso calar a afronta que sinto ao saber que estamos a esvaziar a nossa terra de valores e peças insubstituíveis e fundamentais para figurarem no futuro Museu da freguesia.
A história não se faz do vazio, pois um povo sem história é um povo sem memória, e é essa memória que a todos nós é pedida, para que o Soito no futuro tenha o passado que muitos hoje lhe querem negar.

Pedofilia

Congratulo-me por haver hoje, jornalistas de coragem e meios de comunicação que não se submetem ao Poder, seja ele de que tipo for, e que graças a eles todo o Mundo ficou a saber dos escândalos da pedofilia, que durante décadas semeou o terror e a vergonha em Instituições julgadas credíveis e respeitáveis.
Não pretendo condenar qualquer Instituição em si, nem contribuir para o seu descredito, porque tenho a certeza que a maioria dos seus membros é honesta e não merece estar a passar por esta afronta, mas como cidadão, pai e avô, não posso deixar de me sentir revoltado como toda a situação acontecida e com o repetido silencio, ou até encobrimento dos factos, pelos responsáveis administrativos e governamentais e por uma grande parte da nossa hoje tão desacreditada justiça, que não soube ou não quis investigar, talvez pressionada por gente altamente bem instalada nos corredores dos salões da governança, sob cujo manto se aquecia.
A teia, volumosa e bem urdida, rompeu-se, e ao olharmos para o lado de lá, ficámos a saber que convivemos com monstros da pior espécie, que embora de “colarinho branco” são capazes das maiores atrocidades e abusos, que a dignidade humana é para eles de somenos importância, e que face ao dinheiro que têm, ou ao apoio dissimulado mas incontestável de gente influente, se julgam imunes á justiça e donos da vontade alheia.
Investigar e averiguar a verdade, é uma exigência nacional, e as palavras tantas vezes repetidas de que “ninguém está acima da lei” devem passar a fazer parte do código de honra de investigadores e magistrados que não podem descansar até que os culpados sejam conhecidos e julgados segundo a medida exigida por tão malévolo comportamento.
Acredito na justiça, mas como cidadão quero que essa minha fé seja provada neste processo invulgar, não se copiando os resultados de outros processos em que são sempre os mais fracos a arcar com as sentenças condenatórias e a pagar os erros dos poderosos e influentes, é preciso punir, de forma exemplar, todos aqueles que praticaram tais actos aberrantes e também aqueles que através de conivência, activa ou passiva, o permitiram, calaram ou obrigaram a calar.
Portugal tem estado de tanga, agora está de rastos, aliás inserido numa Europa podre, cujos governantes também não estão isentos de culpas em toda esta emaranhada teia de contornos astronómicos, porque a inércia e o silêncio a que se remeteram, não é mais que a prova de que algo poderoso mas perverso os conduzia e limitava.
A justiça, tem neste caso uma oportunidade única de se redimir perante a opinião pública e de fazer esquecer os desleixos verificados em muitos outros, creio que os olhos da maioria dos portugueses estão postos nesses profissionais e esperam deles uma nova atitude perante o crime sobre inocentes.
É ainda reprovável e inaceitável que alguém, seja quem for, pretenda admitir como inimputaveis os malfeitores que durante décadas actuaram de forma consciente sobre seres indefesos e os sodomizaram, mais, é incompreensível que a lei permita a prescrição dos processos que envolvem atentados contra menores e, particularmente, revolta-me ver e ouvir alguns senhores ligados á justiça, apresentar todo o tipo de argumentos para defender os criminosos sabendo a verdade mas obstruindo-a e combatendo-a apenas por dinheiro ou por pressão de quem o tem.
Creio que a todos os profissionais deve ser exigido um mínimo de dignidade, mas muito mais a quem lida com a justiça.
No caso hipotético de estarem implicados cidadãos beneficiados com qualquer tipo de imunidade, deve o Parlamento, por dignidade e respeito, retirar de imediato esse privilégio, não permitindo que a justiça seja amordaçada por qualquer tipo de coacção ou impedimento.
Senhores legisladores, não adormeçam nas vossas cadeiras nem as usem para a intriga pessoal, mas acordem para a realidade, olhem á vossa volta e actuem.
Dizia Emmanuel Swedenborg pensador sueco que viveu no século XVIII: A consciência é a presença de Deus no homem, tanto quanto me é dado perceber hoje, vejo que essa presença se está a desvanecer numa grande parte da sociedade que se vai degradando a um ritmo assustador.
Caso me fosse colocada a possibilidade de votar em referendo sobre se os culpados mereceriam a castração, não hesitaria em concordar, basta de condescendências.
Para terminar gostaria de dizer, que se como é habitual, os poderosos implicados forem ilibados das suas responsabilidades e não for feita justiça, bem posso pedir aos nossos cientistas: por favor usem o vosso saber, importem células do Baltasar Garzon e façam vários clones que bem precisos são!

Doença perniciosa.

O homem, animal influenciador e influenciável, desce ao mais baixo nível entre todos os seres vivos, quando julga os outros baseado naquilo que ouve e torna credível sem mais averiguações, assumindo como certeza e verdade sua, a mentira ouvida, e a propaga, tomando sobre si parte da responsabilidade pelo boato, pela calúnia ou pela infâmia que invariavelmente atinge inocentes alheios a todos os ardis sobre si inventados com malévolas intenções.
Há uma grande parte de palavras ditas insinuosas, que têm por fonte seres invejosos que geram um tipo de veneno altamente contagioso e que contaminam os menos prevenidos levando-os a colaborar em tal arbitrariedade e a propagar tal doença, descarregando todo o seu peso num cidadão, que sem ser ouvido é condenado em julgamento público á boa maneira da Inquisição ou de uma qualquer crença ou ideia totalitária.
Poucos se dão ao trabalho de saber a verdade, basta um qualquer intriguista ou maledicente, movido não sei por que princípios, pensar em denegrir a imagem do outro e ai vai a maioria boateira seguir-lhe as pisadas e como dizia Nietzsche usar “a lisonja, a mentira e a fraude, o falar nas costas dos outros...” sem ter em conta o respeito devido á dignidade e ao bom nome de cada um, aprestando-se mais a propagar o mal, ainda que na incerteza, do que o bem, feito e confirmado.
A um homem digno, responsável e respeitável não lhe basta saber e crer na fonte, precisa indagar da qualidade da água, coisa que nem todos fazem.
Quando um cidadão, sem provas e apenas baseado em depoimento suspeito dá seguimento a um boato, está a dar provas de uma menoridade moral gritante e a dar a conhecer um qualquer tipo de neuropatia escondida e não merece a confiança de quem o ouve que de futuro ficará alerta.
Ninguém é dono da verdade, logo, ao ouvir a versão de dois contendores será impossível tomar partido por qualquer deles, daí que a prudência aconselhe moderação nas palavras e travão na transmissão dos boatos que não raras vezes acabam por cair na cabeça de quem os inventa e transmite, como podemos queixar-nos das atoardas e boatos veiculados pela comunicação social, se nós fazemos exactamente a mesma coisa e propagamos muito mais depressa o mau e negativo enquanto ignoramos (de propósito?) o que de bom acontece?
Todos devemos abdicar um pouco do orgulho que nos caracteriza e assumirmo-nos como realmente somos: frágeis seres de condição limitada em passagem pela Terra.
É Natal, não limitemos esta quadra á oferta e recepção de presentes que não passam de simples acessórios materiais, mas empenhemo-nos em saber a verdade e façamos uma reflexão apurada antes de, sob a influência de quem quer que seja, optemos por caluniar e condenar o nosso vizinho ou semelhante.

Ser e fazer Soito

A propósito do artigo do Professor Aristides, onde com alguma mágoa, lança um alerta sobre o alheamento dos Soitenses acerca dos problemas da sua terra, devo dizer que, sem partidarismos, subscrevo uma grande parte do seu artigo, convicto de que a maioria dos habitantes, comungarão de igual sentimento.
Já no número dois deste jornal, em Setembro de 1998, bem como no número 21, de Abril de 2000, fiz referências e chamadas de atenção semelhantes, que foram estéreis, pois nenhum impacto produziram nos leitores.
A verdade é que o Soito está hoje transformado num arquipélago de ilhas de costas voltadas, cujos habitantes, divididos não sei porquê, perderam o sentido de comunidade e julgam bom aquilo que fazem, eles ou os seus amigos, e olham com desconfiança e desaprovação aquilo que tem fonte em sectores de cor partidária diferente.
Se tivermos em conta que um povo é um corpo e que todos os elementos que o compõem são essenciais à sua existência, desempenhando cada um o seu papel, facilmente depreenderemos que na falha de um, ou mais deles, todo o conjunto se ressentirá e caminhará para o colapso.
Constatamos em grande parte da população, um comodismo crescente e um alheamento das Instituições, como se não fossem suas, seja do Jornal, das Associações ou de outro qualquer movimento cívico, negando a participação efectiva, mas por outro lado criticando, sem conhecimento, tudo o que se fez ou faz.
Há já cerca de dois anos, numa Assembleia da A.C.D., chamei a atenção para o facto de que a maioria dos “cérebros”, a massa cinzenta do Soito, estar fora da nossa terra; dispersos um pouco por todo o País, temos centenas de Bacharéis, Licenciados, Mestres, Doutores, obviamente pessoas muito mais cultas do que eu e algumas altamente colocadas, que podiam contribuir para o progresso do Soito, no entanto, quando nos visitam, não lhe damos a mínima importância, por vezes nem os cumprimentamos e assim, desmotivados, vão perdendo o amor às raízes.
Sei que, frente a essas destacadas figuras, ninguém se deve julgar subserviente e assumir-se como inferior, mas sei que podemos ser mais humildes e pedir a sua cooperação em projectos que julguemos de interesse colectivo para o bem do Soito.
É verdade que alguns desses filhos do Soito, tentaram fazer o melhor pela sua terra e avançaram até com projectos, porém, devido à nossa falta de cooperação, principalmente daqueles que mais obrigação tinham de os apoiar, desiludidos, cederam à apatia generalizada e simplesmente esqueceram os projectos iniciados.
Está provado que um povo não pode estar à espera que o Governo, a Câmara ou a Junta, sob passos de magia, resolva os seus problemas e acuda aos seus anseios, sem ele mesmo dar o primeiro passo, mas também é verdade que dado esse primeiro passo rumo a um caminho que se pretende o melhor, devemos dar apoio e continuar até à meta sem desânimo, saltando se for preciso, o fosso que separa o poder instituído do povo real e que às vezes bem sentimos.
Ainda quanto à participação no Jornal, que devia ser mais SOITO, tenho contribuído desde os primeiros números com artigos de opinião, e outros, certo de que tenho, dentro dos meus limitados conhecimentos, dado a minha quota-parte, pena é que a “doença” de que sofrem muitos Soitenses, a indiferença, esteja tão enraizada na mente de tantos que “tudo sabem e nada fazem” e que a Junta se tenha também acomodado a este formato que deixa muito a desejar e precisa evoluir.
Todos sabemos que é preciso melhorar o Jornal, mas todos estamos à espera que outros o façam, eu continuarei a dar o meu limitado contributo na esperança que outros, muito mais capazes, se atrevam também a dar algum do seu tempo e saber e o partilhem com os seus concidadãos, para isso também a Junta deve cumprir a sua missão que é convidar potenciais participantes a pôr no Jornal as ideias que defendem e os ideais com que sonham, só assim teremos um “SOITO” digno à altura das exigências do povo.
Na minha qualidade de folha já amarelecida desta grande árvore que é o Soito, apelo a todos aqueles, que no vigor da idade e na plenitude do saber, (as folhas verdes) não deixem murchar mais a esperança deste povo e usem algumas das faculdades de que são portadores em benefício da sua terra.
2005

Os 100 anos da "Fonte da Villa" (Sabugal)

A primitiva Fonte pública da Vila do Sabugal, era de chafurdo com tecto em abóbada e todo o conjunto era construído em pedra de granito como consta em várias actas de sessões da Câmara, a partir do terceiro quartel do século XIX, nas quais esta se debruça sobre o mau estado em que se encontra e da necessidade de se proceder à uma reparação, que afinal acabou por ser de destruição.
A sua localização era sensivelmente no mesmo sítio onde hoje se encontra a actual Fonte, nela saciaram a sede, gentes não só da Vila mas também de todo o concelho assim como pessoas ou negociantes de passagem.
O Dr. Joaquim Manuel Correia, a ele se refere em Memórias sobre o Concelho do Sabugal, onde não esconde a sua mágoa pelo desaparecimento de tão valioso património e apelida de “Vereação inimiga das velharias “ a Câmara que construiu o actual chafariz à custa da morte da velha fonte.
Desde pelo menos 1893 que as obras de beneficiação da fonte se sucederam, sem no entanto evitarem que viesse a ser demolida e construída a actual que data de 1904.
Em 20 de Junho de 1893 é paga a Joaquim Augusto Moreira a primeira prestação da obra da fonte no valor de 9.965 reis, “arrematação que fez no passado dia 4”, e em 20 de Julho mais 19.935 pela 2ª. e 3ª. Prestação.
Em 26 de Dezembro de 1894, por uma barra de ferro para a fonte são pagos a António Gonçalves Sapinho, serralheiro, 2.830 reis
Em 14 de Fevereiro de 1895 foram pagos a André dos Santos Moura, 70.000 reis pelo estudo e planta para a compostura e aformoseamento do Largo da Fonte e construção de um Chafariz.
O auto de arrematação destas obras ocorreu em 1 de Abril de 1895, havendo a concurso duas propostas em carta fechada: uma de José Nunes, pedreiro, residente no Sabugal, no valor de três contos de reis, outra de António Baptista, de Pinhel, no valor de dois contos duzentos e quinze mil e setecentos reis, tendo a Câmara, após duas horas, deliberado por unanimidade adjudicar as obra a António Baptista que receberia por conta das obras, em 5 de Junho, a importância de 300.000 reis.
De salientar que em 1895 a Câmara teve uma receita de dez contos, seiscentos e vinte e dois mil e 586 reis, incluídos já três contos e quinhentos mil, provenientes do Fundo de Viação Municipal, e uma despesa de aproximadamente oito contos e quinhentos mil reis, o que significa um investimento na Fonte e Chafariz em cerca de 30% do orçamento anual
Em 15 de Abril de 1895 a Câmara deliberou autorizar o Vice-Presidente José dos Reis Chorão, então a exercer a Presidência, por impedimento de Manuel Nunes Garcia, a contratar com Manuel Nabais Caldeira e Bernardino Carriço a importância a pagar pela expropriação amigável que tem de fazer-se em parte dos prédios que eles possuem no Largo da Fonte e que são necessários para a execução das obras que vão fazer-se.”
O valor pago em 6 de Agosto do mesmo ano a Bernardo Carriço foi de 180.000 reis, conforme consta nas contas do dito ano.
A Manuel Nunes Caldeira e em reunião de 3 de Junho foi proposta a troca de uma porção de terreno publico junto das Eiras da Fonte da Villa por um lameiro que o mesmo possuía junto à Fonte ficando o Presidente encarregado de o contactar e negociar a troca.
No dia 22 é feito um pagamento de 130.000 reis a Francisco de Almeida devido pela expropriação amigável de parte de um lameiro no largo da Fonte e no mesmo dia são pagos 6.840 reis a André dos Santos, empregado de obra públicas, pela fiscalização das obras da fonte e chafariz.
Em 7 de Outubro são pagos 8.500 reis ao pedreiro José Nunes pelos encanamentos junto à obra do Largo da Fonte.
No mesmo ano, a 28 de Outubro foi decidido em sessão da Câmara, expropriar de forma amigável um terreno da viúva do Dr. António Vicente Bigotte e herdeiros para alargamento do Largo da Fonte, era Presidente da Câmara o Dr. Manuel Nunes Garcia. Esta operação teve o seu epílogo em 16 de Agosto de 1898 com o pagamento de 253.093 reis ao Dr. Arnaldo de Almeida Bigotte procurador de D. Maria Carlota da Silva e herdeiros.
No dia 4 de Setembro de 1895 são pagos 15.860 reis a José Nunes, pedreiro encarregado das obras, e em 7 do mesmo mês, mais 8.500.
Em10 de Dezembro 2.400 reis a André Lucas Gonçalves por 60 litros de cimento para as obras da fonte.
Em 16 de Maio de 1899, a José Fernandes da Cunha, empregado de obras públicas, pelo exame da obra da Fonte: 7.740 reis.
A 4 de Agosto de 1899 a Câmara pagou ao Engenheiro José Maria de Mello e Matos, a importância de 58.535 reis devidos pelo exame das obras, incluindo transporte de caminho de ferro e carro desde Lisboa, incluindo transporte de instrumentos, pás e carregadores.
No dia 12 pagou a Firmino Luís pela medição das águas que procedem da nascente, 1.680 reis.
Em 28 de Outubro de 1899 foi presente na sessão de Câmara o estudo do projecto das obras da fonte publica a cargo do Engenheiro José Maria de Mello e Matos a quem foram pagos 36.000 reis em 13 de Novembro do mesmo ano, importância devida pela organização em triplicado do estudo atrás referido.
Em 10 de Novembro de 1900, devido à falta de condições higiénicas da fonte, referenciadas pelo sub delegado de saúde, a Câmara resolve fazer um desvio de verbas no valor de 160.000 reis para proceder à sua reparação.
Pela análise da água da fonte desta vila, feita em Coimbra, a Câmara pagou ao Dr. Emídio Gomes Dias e Neves em 17 de Dezembro do mesmo ano a quantia de 30.200 reis.
Em 31 do mesmo mês; despesas feitas com jornais, jeiras e cimento gastos na obra da fonte; 129.800 reis.
Em 25 de Maio de 1901 é paga a Maria do nascimento, viúva de António Baptista, a quantia de 161.740 referentes ao resto do trabalho que ele havia efectuado na construção do Chafariz.
O projecto definitivo das obras da fonte é aprovado em 8 de Junho de 1901
Em 6 de Agosto do mesmo ano são pagos 18.000 reis a Maria Amália pela renda da casa que serviu para depósito de materiais para a obra da Fonte.
No dia 22 a Artur Augusto Sampaio, condutor de obras públicas, por serviços prestados na Fonte: 8.240 reis
A arrematação das obras do novo Chafariz a área circundante, foi decidida em sessão de 29 de Agosto de 1901 sendo marcado o dia 21 do mês seguinte pelas 12 horas, para a realização do auto, no entanto e como não apareceram interessados foi de novo marcado, desta vez para o dia 12 de Outubro, acabando por acontecer o mesmo e ficando decidido marcar o dia 8 de Fevereiro de 1902 com a base de licitação de 2.036.500 reis.
À semelhança dos autos anteriores, não compareceram interessados, tendo a Câmara em sessão do dia 15 marcado novo auto para o dia 5 de Abril, o que seria feito através de Editais.
Em 19 de Julho de 1902 e após sucessivos autos sem licitantes, a Câmara decide alterar o calcetamento que orçava em 1.151.194 reis por outro tipo de pavimento que custaria apenas 280.160 reis, tendo para isso pedido autorização superior, nessa altura o total da obra orçava os 2.241.000 reis.
Na sessão da Câmara de 22 de Novembro de 1902 esta decide arrematar apenas as obras da fonte pelo preço de 1.396.900 reis, mas como ninguém se mostrou interessado subiu esse valor em 5% na reunião de 3 de Janeiro de 1903.
Porque após mais de um ano de tentativas de arrematação não apareceram interessados, a Câmara, sob a presidência do Sr. Joaquim Osório da Cunha Mesquita, resolveu, em 7 de Março de 1903, fazer a obra por administração directa, requisitando para isso ao Director de Obras Publicas um empregado competente, acontece que face à inexistência de resposta por parte desta entidade, a Câmara mandou vir da Covilhã um condutor de Obras Publicas a quem pagará mil reis por dia e abonará em cada mês um transporte desta vila à Covilhã.
Em 26 de Novembro de 1903 são pagos 36 metros de cano de 76m/m no valor de 34.750 reis e mais 85.000 a Joaquim Augusto Correia de jornais empregues na fonte.
No ano de 1904 que é a data que consta inscrita como ano da construção foram gastos, logo no dia 12 de Março 8.300 reis, pagos a Firmino Luís por obras na fonte, a Joaquim A. Correia 3.920, a António Franco 1.440 de canos e a António José Povoas 2.000 por um dia nas obras.
Em 14 de Março, a Firmino Luís, importância de pinhos e condução dos mesmos para as obras da fonte desta vila 8.300, a Joaquim A. Correia por ferro e outros utensílios 3.920, a António Franco, funileiro, importância de concertos em canos de condução da água e bicas 1.440 e a A. J. Povoas, carpinteiro, importância de madeira; 2.000 reis.
Em 14 de Maio, a Francisco de Sousa, encarregado das obras, 306.000 reis por jornais, jeiras e aguços de picos, e a António José Povoas 1.700 reis por carrinhos de mão.
No dia 16 de Julho mais 25.000 reis por obras na fonte e mais 2.000 a António José Povoas por concertos em carrinhos de mão.
No dia seguinte foram pagos 70.000 reis a Francisco de Sousa, encarregado de obras, de jornais e jeiras assim como aguços de picos 70.000 reis e J. A. Correia 20.620 de 2 barricas de cimento e uma pedra de mármore para a fonte.
No dia 7 de Julho, a Francisco de Sousa, importância de 2.000 metros de calçada e 433 metros de guia de pedra de cantaria empregues na obra da fonte; 554.800 reis e no dia 18 ao mesmo 400 mil reis, por calçadas no Largo da Fonte e no dia seguinte e ao mesmo, mais 25.000.
No mesmo dia são pagos a J.A.Correia: 88.200 reis de jornais e jeiras e a António Franco 1.400.
No dia 27, de cal hidráulica e outros 46.305 reis a Ismael Mota e a António Saraiva, pedreiro, por 14 dias a dirigir os trabalhos; 16.970.
Em 3 de Agosto, a António José Póvoas, importância de concertos em carrinhos de mão, 2.000 reis.
No dia 1 de Outubro de 1904 é autorizado o pagamento de 79.980 reis a Francisco de Sousa pela calçada grossa que fez da saída do Largo da Fonte em direcção à Devesa.
Em 5 de Novembro de 1904 foram pagos ao mesmo Francisco de Sousa 180.000 reis “pela ultimação dos trabalhos no Largo da Fonte”
Seria este pagamento, a ultima despesa feita com a fonte?
A Fonte ali está, como um monumento que já fez cem anos e onde se gastaram milhões de reis para dar qualidade de água ao povo e embora já não tenha a utilidade de outros tempos, nem as gentes de hoje bebam a água que dela jorra, ela lá continua alheia às pessoas a ao tempo e continuaria a cumprir a sua missão se os homens fossem mais responsáveis e poluíssem menos o espaço que os rodeia.
As histórias desta Fonte e Chafariz, bem como da antiga que ali existiu até finais do século XIX dariam tema suficiente para um pequeno livro, pode ser que um dia alguém ouse abalançar-se a tal tarefa, eu por mim apenas assinalo a data.
Dez 2004

O Edifício das Escolas do Sabugal

A cadeira de professor primário (mestre das primeiras letras) foi criada no Sabugal em princípios do segundo quartel do século XIX, mas a escola funcionava em casas arrendadas pela Câmara, em 1913 funcionava no antigo Quartel Militar que havia sido desactivado e sofrera obras de adaptação.
O projecto para a construção do actual edifício das escolas primárias data de 1911.
Em 29 de Novembro desse ano, a Câmara decide pedir ao Governador Civil, autorização para vender prédios imóveis rústicos que “produzem um insignificante rendimento e que têm estado sujeitos a irreparável usurpação. O produto da venda será destinado à construção de um edifício escolar nesta vila para o que também concorre a Junta da Paróquia com a importância que tem na Caixa Geral de Depósitos”.
As obras iniciaram-se em 1912 já que data de 9 de Outubro desse ano uma nota do vereador Mota informando a Câmara de que as obras não estão a ser feitas de harmonia com a planta e projecto o que levou a Câmara a convidar um empregado competente para vir examinar a obra, feito isto, apenas se notava um pequeno desvio num canto dos alicerces que em nada alterava o projecto pelo que a Câmara decide-se pela continuação das obras.
Para fazer face às despesas, a Câmara, deliberou em 21 de Dezembro de 1912, vender algumas das propriedades que possuía dispersas pelo concelho, marcando o auto de arrematação para o dia 25 de Janeiro seguinte.
Das propriedades vendidas salientamos apenas as maiores embora outras de menor valor tivessem sido alienadas; foi vendido o Chão do Enchido, nos Foios a Teresa Martins Pires por 1.325.000 reis e a Malhada dos Barreiros, também nos Foios por 405.040 reis a Manuel Joaquim Afonso.
Em 7 de Junho de 1913, a Câmara, após ter posto em praça os bens do Soito e da Lageosa sem que aparecessem licitantes deliberou marcar novo auto para o dia 22 de Junho às 12 horas.
Os do Soito foram vendidos nesse dia e eram os seguintes; uma propriedade no Carvalhal, a João José da Fonseca Garcia por 500.020 reis, a Sorte das Fontelas a José Carrilho, Manuel Manso Rito e José Augusto Manso por 400.020 reis, a Malhada de São Braz, a José Rito e Narciso Carrilho por 300.020 reis e outra nas Batecovinhas a José Manso Rito por 180.020 reis.
Havia já sido vendida antes, outra terra chamada Terra do Ribeiro, na Bendada, a José Pires por 221.000 reis em 7 de Agosto de 1912.
O Ministério do Interior, por lei de 17 Janeiro de 1913, vota uma verba de 200.000$00 para a construção de edifícios para as escolas primárias nos lugares onde qualquer corporação ou entidade se responsabilize em numerário, materiais ou trabalho por metade do dispêndio orçado, a Câmara propôs juntamente com a Junta da Paróquia custear metade da importância a gastar no edifício da escola solicitando ao governo a outra metade. (acta de Câmara realizada em 15 de Março de 1913)
A obra de pedreiro foi arrematada em Abril desse ano pelo valor de 2.322.900 reis.
Em 17 de Maio, segundo a Junta da Paróquia, já haviam sido gastos na escola 1.982.804 reis, sendo 1.854.970 reis ao Empreiteiro de pedreiro e ao condutor de obras público José Fernandes da Cunha e 127.834 pela planta, orçamento e fiscalização, faltando 477.930 para a conclusão das obras arrematadas tendo a Câmara deliberado colocar esta importância à disposição da referida Junta.
O auto de arrematação do telhado estava marcado para 27 de Setembro com a base de licitação de 974$00 mas devido a não ter havido interessados foi definido o dia 8 de Novembro de 1913 com um aumento de 5% em relação ao valor atrás citado, foi entregue a José Augusto Louro por 1.022$60, sendo fiador seu irmão Justino Augusto Louro e esposa Maria da Cruz Bigotte, estava pronto em 8 de Agosto de 1914, conforme informação prestada pelo arrematante.
Em 17 de Dezembro de 1917, a Comissão executiva da Câmara tinha em depósito e destinado às escolas um saldo de 1.037$22 proveniente de bens vendidos e 792$49 de dinheiros do Estado para o mesmo fim.
O Governo, através de circular, questiona a Câmara sobre os trabalhos das escolas (sessão de 14 de Junho de 1915) tendo ela solicitado ao Director das Obras Publicas uma avaliação dos trabalhos e a previsão dos custos para o seu acabamento.
Em 2 de Agosto do mesmo ano, é marcado o dia 30 para a arrematação das obras de carpinteiro, trolha e pintura cuja base de licitação se cifra em 4.087$00, na mesma acta dá-se conta do levantamento de 2.000$00 concedidos pelo Governo e destinados a esta obra.
Como não apareceram licitantes, a Câmara decide em 29 de Maio de 1916, pôr as obras de novo em arrematação com um valor 25% superior e em 14 de Agosto marca o dia 19 pelas 12 horas para a realização do auto com o valor base de 5.125$00 tendo sido entregues a Manuel Lourenço e Filhos por 5.025$00 (acta de 21 do mesmo mês).
Em 28 de Agosto de 1919 são levantados os 800$00 que o Estado depositara da Caixa Geral de Depósitos e destinados à mesma obra.
Devido ao encarecimento dos materiais e da mão-de-obra em consequência da guerra, o empreiteiro, em 11 de Agosto de 1920, informou a Câmara que só podia fazer as obras já adjudicadas mediante um aumento de 3.300$00 no que esta acordou, ressalvando que o pagamento só poderia ser efectuado após a Câmara receber os 5.000$00 que o Estado lhe atribuíra através do Decreto 6.118 de 20 de Setembro de 1919.
As escolas ainda se encontravam em construção em 21 de Dezembro de 1925, pois nesta data a Câmara delibera adquirir os materiais necessários e encarregara José Augusto Louro da mão-de-obra cuja despesa seria paga mediante apresentação de “folhas de jornais”.
O serviço de colocação dos vidros nas janelas e nas portas, bem como o primário, betume e tintas, foram adjudicados em 11 de Dezembro de 1926 a José Milagre por 3.000$00.
Em 20 de Agosto de 1927, a Câmara deliberou rebocar e caiar mais duas salas para instalar duas escolas que se encontravam a funcionar fora do edifício e deliberou mandar fazer orçamento para a conclusão das obras, tendo essas obras em falta, nas escadas e no andar superior, sido adjudicadas a Pedro Borges, estucador, em 31 de Março de 1928 por 1.500$00, sendo a Câmara a fornecer os materiais, mas em vez de estuque foi decidido colocar forro de madeira de pinho ao preço de 0$95 cada metro quadrado.
Não encontramos dados que nos permitam situar a data da inauguração deste edifício, sabemos sim que as obras se desenvolveram por mais de 15 anos, talvez devido às consequências nefastas da 1ª guerra mundial que absorveu uma grande parte do esforço colectivo.
Reparado há poucos anos, aí está o monumental edifício de que o Sabugal e o concelho se podem orgulhar, pois ali fizeram exame milhares de alunos vindos de todas as freguesias.
É sem duvida um dos edifícios mais emblemáticos da cidade e a imponência própria da época em quem foi construído, conferem-lhe ainda hoje um estatuto superior que facilmente pode ser comprovado.

Fev. 2005

Ensino Primário no concelho do Sabugal

As escolas primárias oficiais foram criadas por Decreto de 6 de Novembro de 1772, no tempo em que o Marquês do Pombal era Secretário de Estado de D. José I, embora para o sexo feminino só viesse a acontecer em 1815.
No actual espaço territorial que hoje compreende o concelho do Sabugal, onde estão incluídas mais quatro vilas que já foram sede de concelho, havia em 1836 apenas 5 cadeiras de “Mestres das primeiras letras”: Sabugal, Touro, Soito, Alfaiates e Vilar Maior.
Em finais de 1836 e no então concelho, já com o termo de Vila do Touro incluído, havia apenas três Mestres (professores) que eram os do Sabugal, Soito e Vila do Touro, na mesma altura o concelho de Vilar Maior, que absorvera o de Alfaiates em resultado do mesmo Decreto que extinguira o de Vila do Touro, tinha dois Professores o que ainda se verificava em 6 de Janeiro de 1839 e seriam o da própria Vila e o de Alfaiates.
Só em 5 de Janeiro de 1840, a Câmara de Vilar Maior pede a criação das cadeiras das primeiras letras para Nave de Haver e Aldeia da Ponte, mas em 1842, este concelho já tinha cinco professores que seriam Vilar Maior, Alfaiates, Aldeia da Ponte, Nave de Haver e Malhada Sorda.
O “Mestre de Ler” de Sortelha só aparece em 1837 (João Martins Carvalho) e quando este concelho foi incluído no do Sabugal em 24 de Outubro de 1855, continuava a ter apenas um professor conforme se pode ver nas contas de 6 de Novembro desse ano: pagamento de 10.000 reis ao professor, referentes aos trimestres vencidos em Março e Junho.
Ainda, no período 1836/1855 e no concelho do Sabugal de então, foram criadas mais duas cadeiras, a da Lageosa (1851) e da Nave em 1854 pois nas contas de 1854 aparece um valor de 100.000 reis dispendido com os cinco professores do concelho: do Sabugal; Padre António Carlos Bigotte, do Soito: Manuel Fernandes Ruço, da Lageosa: Padre António R. Gouveia, de Touro: Luís António da Fonseca e da Nave: Luís Cândido de Araújo Guimarães.
Assim, em 1855, no actual espaço do nosso concelho, havia apenas nove escolas, já que Malhada Sorda e Nave de Haver seriam mais tarde anexadas ao de Almeida.
Embora em 1844 houvessem sido decretadas sanções para os pais que não mandassem os filhos à escola, a verdade é que o mesmo Estado que fez este Decreto, não criou condições para que tal fosse possível porque a maioria das povoações continuavam sem escola e a distância a percorrer entre elas, em termos de tempo, era dezenas de vezes mais demorada do que é hoje, o que impossibilitava a deslocação de eventuais alunos.
Em 1866 já estavam instaladas no concelho 23 escolas, porém seis delas estavam fora do seu actual espaço; Miuzela, Castelo Mendo, Malhada Sorda, Nave de Haver, Freixo e Parada o que reduzia o número para 17, no entanto no ano seguinte já eram 19: Sabugal, Touro, Soito, Sortelha, Alfaiates, Vilar Maior, Aldeia da Ponte, Lageosa, Nave, Aldeia Velha, Bendada, Casteleiro, Pousafoles, Quadrazais, Santo Estêvão, Seixo do Côa, Vale de Espinho, Rendo e Aldeia do Bispo.
A escola do sexo feminino para o Sabugal só foi pedida em 1864 e criada oficialmente em 1867 tendo como primeira “Mestre das meninas” D. Brites Afonso Borrega.
Em Aldeia da Ponte e Sortelha foram criadas em 1880, Alfaiates e Vilar Maior 1881,Vila do Touro 1882, Pousafoles 1884, Soito 1888, Vale de Espinho 1889…
A título de curiosidade é interessante salientar que à data (1855) um professor ganhava 20.000 reis por ano, mais prémio de 50 reis por aluno, casa, mobília e outras prerrogativas que a lei lhe confere, enquanto que o cirurgião (médico) ganhava 10 vezes mais: 200.000 reis sem contar com outras ajudas a que tinha direito.
Em 1889 eram 1.236 os alunos que frequentavam as 24 escolas masculinas existentes enquanto que nas oito escolas do sexo feminino havia apenas 325 meninas o que somava um total de 1.561 alunos.
Na década1960/1970 todas as povoações tinham escola, incluindo as anexas, os alunos ultrapassavam largamente os três milhares, hoje, das mais de meia centena de escolas que então existiam no concelho restam apenas metade (27).
Na época escolar 1999/2000 matricularam-se nas escolas do concelho 514 alunos e na de 2004/2005 apenas 375 em 27 estabelecimentos de ensino entre os quais se contam 10 com apenas cinco alunos ou menos e 8 com entre 6 e 10 alunos.
Há ainda 10 escolas sem qualquer aluno no 1º.ano e quatro com apenas 1 aluno o que deixa antever um eventual encerramento a muito breve prazo de mais cerca de 15 escolas.
Perante estes dados preocupantes acerca da frequência escolar devido à falta de crianças, podemos concluir que se está a fechar um círculo, que, num vastíssimo espaço histórico, durou menos de século e meio, dado que muitas das escolas já encerradas ou que poderão via a encerrar, foram criadas na segunda metade do século XIX.
Sem pretender entrar no campo das hipóteses nem das “ciências de futurologia”, posso perfeitamente acreditar que daqui a poucos anos teremos, à semelhança do que já acontece em alguns concelhos, uma escola central para onde se deslocarão todos os alunos das redondezas, veremos!
Não havendo crianças não são precisos professores nem escolas e esse pressuposto aterrador pode bem ser real e estar mais próximo do que pensamos.
Estes dados são apresentados sem qualquer sentimento de pessimismo, são factos que podem ser confirmados e que nos devem levar a pensar no futuro.
Março de 2005