Embora o tema tenha vindo a ser abordado em inúmeros debates quase sempre com resultados inconclusivos ou infrutíferos, não está esgotada a discussão sobre um direito tão fundamental na vida de uma sociedade que se diz civilizada.
É uma realidade que a segurança das pessoas e bens, preocupa, hoje mais do que há algumas décadas atrás, um número cada vez maior de cidadãos, que, perturbados com a ausência de politicas adequadas, temem por si, pelos seus e pelos seus bens.
Já António Aleixo escrevia: “Como um não é bastante/ Nós vamos ter brevemente/ Dois guardas por habitante/ Para que guardem a gente”.
Ora bem, mais de meio século depois, estas palavras não perderam actualidade, pelo contrário, foram reforçadas na incapacidade de garantir a segurança, por parte de quem tem esse dever.
Não pretendo apontar falhas aos agentes de autoridade, que limitados por leis injustas e ineficazes não podem actuar como seria desejável no combate à criminalidade, mas culpo o nosso sistema legislativo, ou aqueles que lhe dão forma, pelo vazio e emaranhado em que se envolve e pelo alheamento desta realidade, tão pesada e negra na vida de milhares de pessoas.
Não é preciso recuar muitas décadas para verificar quanto a segurança foi descurada e de como pouco evoluiu em relação aos métodos do crime, e de como as leis foram ficando a reboque da marcha dos criminosos em vez de se anteciparem e actuarem em tempo útil.
Já lá vai o tempo da aldraba ou da cravelha, artifícios simples que serviam para fechar as portas e que bastavam para as pessoas se sentirem seguras, hoje, com fechaduras sofisticadas, ou sistemas de vigilância aperfeiçoados, nada está seguro e o sentimento de insegurança é notório nos cidadãos.
Já lá vai o tempo em que as crianças iam sós para as escolas e sós voltavam para casa, hoje vemos os pais a levar e a buscar as crianças como se vivêssemos em tempo de guerra, é isto liberdade, democracia? Mas para quem?
Thomas Hobbes (Em Leviathan) escreveu que: “a obrigação dos cidadãos para com o Estado dura enquanto, e apenas enquanto, dura também o poder mediante o qual ele é capaz de o proteger” e continua; “Porque o direito que por natureza os homens têm de se defenderem a si mesmos, quando ninguém mais os pode proteger, não pode ser abandonado através de pacto algum.”
Mais de três séculos e meio depois, ele, se fosse vivo, voltaria a repetir as mesmas palavras ou seria ainda mais contundente e demolidor de um poder instituído mas inoperante, logo inútil.
Não é preciso ser muito versado em história para saber que a razão primeira da criação dos Estados foi a segurança colectiva, já que individualmente os cidadãos estariam mais vulneráveis, no entanto este valor está a ser ignorado por esses mesmos Estados, ou pelos governantes, que usam as forças da ordem mais para sua própria segurança pessoal, em abandono do povo que os sustenta.
Se continuarem a praticar as políticas desastrosas que têm vindo a ser seguidas no aspecto da segurança, não contem os governantes com a complacência, nem tão pouco com a paciência dos povos, porque há limites para tudo e alguns estão a ser ultrapassados vergonhosamente.
segunda-feira, 8 de março de 2010
DESEMPREGO!!!
Todos estamos de acordo; é uma vergonha a facilidade com que se encerra uma fábrica, ou várias, e se colocam no desemprego milhares de trabalhadores para quem as alternativas não abundam e se sentem de repente mergulhados na incerteza, mas quanto às possíveis razões de tal fenómeno poucos nos damos conta, para além de responsabilizar empresários e governantes.
Se estamos cientes das dificuldades por que passa a economia do país e da incerteza da manutenção dos postos de trabalho, que fazemos nós para atenuar o impacto que tal fenómeno tem na sociedade?
Sabemos que, inseridos como estamos numa comunidade económica, não pode o Estado impor restrições ou impedir, que através de importações, os mais variados produtos encham as prateleiras dos grandes supermercados ou até dos minimercados de bairro e das pequenas localidades, mas podemos nós, porque a nós cabe decidir, escolher o produto que nos convém e consumir de preferência o que é nosso, pois na medida dessa escolha se mede o grau de contributo que cada um de nós dá em prol da manutenção ou extinção de muitos postos de trabalho de conterrâneos ou companheiros nossos além de fazermos pender a balança em nosso beneficio ou prejuízo, directa ou indirectamente, porque devemos saber que ao consumir artigos vindos do exterior estamos a colocar em risco o escoamento do que produzimos e a contribuir para a decadência económica do nosso País.
Se continuarmos à espera que este governo, ou qualquer outro, resolva a situação, estamos redondamente enganados, o milagre da recuperação económica está nas mãos dos cidadãos produzindo mais e consumindo de preferência do que é seu, pondo o dever de cidadania acima dos interesses individuais, pois conforme procedermos assim seremos.
Admiro nos nossos vizinhos espanhóis o forte sentido de patriotismo, a responsabilidade e o orgulho patentes na demonstração de preferência pelo que é seu, coisas que nós os portugueses apenas temos do ponto de vista teórico, já que na prática não temos o sentido de defesa do interesse colectivo, talvez fosse bom que em vez de comprarmos os seus artigos aprendêssemos um pouco com o seu modo de existir.
Também é reprovável, ainda que imposto, o modo como as autoridades administrativas conduzem o sector produtivo em Portugal ou pelo menos parte dele, pagando ou atribuindo avultados subsídios a quem nada produz, remetendo à improdutividade grande parte do solo português em contraste com o que era proposto por exemplo há meio século atrás pela frase impressa em milhares de livros; “nenhuma fonte de substâncias alimentares, recanto ou nesga de terra pode ficar inactiva” hoje promove-se o contrário e paga-se para a terra ficar de pousio sustentando autênticos parasitas, até quando, o País vai aguentar?
Março 2008
Se estamos cientes das dificuldades por que passa a economia do país e da incerteza da manutenção dos postos de trabalho, que fazemos nós para atenuar o impacto que tal fenómeno tem na sociedade?
Sabemos que, inseridos como estamos numa comunidade económica, não pode o Estado impor restrições ou impedir, que através de importações, os mais variados produtos encham as prateleiras dos grandes supermercados ou até dos minimercados de bairro e das pequenas localidades, mas podemos nós, porque a nós cabe decidir, escolher o produto que nos convém e consumir de preferência o que é nosso, pois na medida dessa escolha se mede o grau de contributo que cada um de nós dá em prol da manutenção ou extinção de muitos postos de trabalho de conterrâneos ou companheiros nossos além de fazermos pender a balança em nosso beneficio ou prejuízo, directa ou indirectamente, porque devemos saber que ao consumir artigos vindos do exterior estamos a colocar em risco o escoamento do que produzimos e a contribuir para a decadência económica do nosso País.
Se continuarmos à espera que este governo, ou qualquer outro, resolva a situação, estamos redondamente enganados, o milagre da recuperação económica está nas mãos dos cidadãos produzindo mais e consumindo de preferência do que é seu, pondo o dever de cidadania acima dos interesses individuais, pois conforme procedermos assim seremos.
Admiro nos nossos vizinhos espanhóis o forte sentido de patriotismo, a responsabilidade e o orgulho patentes na demonstração de preferência pelo que é seu, coisas que nós os portugueses apenas temos do ponto de vista teórico, já que na prática não temos o sentido de defesa do interesse colectivo, talvez fosse bom que em vez de comprarmos os seus artigos aprendêssemos um pouco com o seu modo de existir.
Também é reprovável, ainda que imposto, o modo como as autoridades administrativas conduzem o sector produtivo em Portugal ou pelo menos parte dele, pagando ou atribuindo avultados subsídios a quem nada produz, remetendo à improdutividade grande parte do solo português em contraste com o que era proposto por exemplo há meio século atrás pela frase impressa em milhares de livros; “nenhuma fonte de substâncias alimentares, recanto ou nesga de terra pode ficar inactiva” hoje promove-se o contrário e paga-se para a terra ficar de pousio sustentando autênticos parasitas, até quando, o País vai aguentar?
Março 2008
CRISE?
Crise?
Vivemos numa época de contenção e apertar de cinto, resultado do esbanjamento e “imprevidência anterior”, no entanto nem todos os cidadãos são atingidos pelas dificuldades que no geral o país atravessa.
Enquanto a maioria das famílias se vê a braços com uma diminuição bastante significativa do rendimento familiar, face a vários factores negativos como o desemprego, endividamento exagerado, permitido e fomentado pelo Estado que é o maior devedor do país, diminuição do poder de compra ou outros sinais de recessão não só nacional como internacional, outras há que fazendo alarde do seu poder económico, adquirido sabe-se lá por que meios, dão mostras de uma grandeza e opulência chocante e cuja vivência, alheia às dificuldades, é bem o espelho do largo fosso que separa os ricos dos pobres e que não pára de distanciar-se.
Enquanto a uns é passada a factura da crise, que são obrigados a saldar, outros vivem ao lado e podem até em resultado disso engordar mais a sua já grande fortuna, e assim, adquirir bens no valor de milhões, impensáveis ou mesmo utópicos para a maioria dos cidadãos.
Num artigo da “Visão” é bem demonstrado o que acabei de escrever e dela retirei algumas notas que cito por dever de justiça e para que se saiba;
A venda de automóveis desceu mais de 24%, contudo marcas como a Ferrari, a Bentley, a Aston Martin, a Maserati, a Porche, a Lanborghini ou outras marcas altamente sonantes e inacessíveis para a maioria dos portugueses, aumentaram as suas vendas; a Porche que está a construir para todo o Mundo uma série de apenas 1.500 modelos Carrera GT no valor de meio milhão de Euros (cem mil contos) tem já reservadas as cinco unidades destinadas ao nosso país, a China por exemplo, se fosse seguido o critério percentual de atribuição deste modelo, teria direito a 650 carros o que não penso possa vir a acontecer.
A Bentley que vai lançar o novo Continental, a sair até ao fim do ano, tem já 5 reservas apesar de o preço rondar os 400.000 euros.
Mas a demonstração clara de que para alguns a crise passa à distância, não se fica apenas pelos automóveis; enquanto se nota uma descida acentuada na venda de apartamentos de valor baixo ou médio, o mercado mostra-se incapaz de responder à procura de casas de luxo no valor de milhões de euros que não pára de crescer e esgota toda a oferta disponível.
A alta relojoaria vende como nunca; os anéis da Mauboussin são um sucesso de vendas apesar de o modelo da versão base custar cerca de 1.750 euros e os relógios de séries limitadas esgotam rapidamente apesar de sobrevalorizados.
As malas de senhora das marcas mais conceituadas e que podem custar até 3.500 euros esgotam-se o dia do lançamento, o mesmo acontece às carteiras apesar do seu preço atingir mais de 1.500 euros.
A linha de produtos da LV (Louis Vuitton) apresentada em Lisboa no dia 10 de Abril quinta-feira, esgotou-se e no dia seguinte já não havia produtos disponíveis.
Então e as viagens? Se por um lado muitos dos agentes envolvidos se queixam da crise, por outro as viagens de sonho esgotam a oferta apesar dos preços astronómicos; há pouco mais de um mês 200 portugueses rumaram à volta ao Mundo num Airbus 330 desembolsando cada um cerca de 7.000 euros pelos 17 dias da viagem.
Há crise, todos o sabemos, mas nem todos a ela estão sujeitos.
Abril 2003
Vivemos numa época de contenção e apertar de cinto, resultado do esbanjamento e “imprevidência anterior”, no entanto nem todos os cidadãos são atingidos pelas dificuldades que no geral o país atravessa.
Enquanto a maioria das famílias se vê a braços com uma diminuição bastante significativa do rendimento familiar, face a vários factores negativos como o desemprego, endividamento exagerado, permitido e fomentado pelo Estado que é o maior devedor do país, diminuição do poder de compra ou outros sinais de recessão não só nacional como internacional, outras há que fazendo alarde do seu poder económico, adquirido sabe-se lá por que meios, dão mostras de uma grandeza e opulência chocante e cuja vivência, alheia às dificuldades, é bem o espelho do largo fosso que separa os ricos dos pobres e que não pára de distanciar-se.
Enquanto a uns é passada a factura da crise, que são obrigados a saldar, outros vivem ao lado e podem até em resultado disso engordar mais a sua já grande fortuna, e assim, adquirir bens no valor de milhões, impensáveis ou mesmo utópicos para a maioria dos cidadãos.
Num artigo da “Visão” é bem demonstrado o que acabei de escrever e dela retirei algumas notas que cito por dever de justiça e para que se saiba;
A venda de automóveis desceu mais de 24%, contudo marcas como a Ferrari, a Bentley, a Aston Martin, a Maserati, a Porche, a Lanborghini ou outras marcas altamente sonantes e inacessíveis para a maioria dos portugueses, aumentaram as suas vendas; a Porche que está a construir para todo o Mundo uma série de apenas 1.500 modelos Carrera GT no valor de meio milhão de Euros (cem mil contos) tem já reservadas as cinco unidades destinadas ao nosso país, a China por exemplo, se fosse seguido o critério percentual de atribuição deste modelo, teria direito a 650 carros o que não penso possa vir a acontecer.
A Bentley que vai lançar o novo Continental, a sair até ao fim do ano, tem já 5 reservas apesar de o preço rondar os 400.000 euros.
Mas a demonstração clara de que para alguns a crise passa à distância, não se fica apenas pelos automóveis; enquanto se nota uma descida acentuada na venda de apartamentos de valor baixo ou médio, o mercado mostra-se incapaz de responder à procura de casas de luxo no valor de milhões de euros que não pára de crescer e esgota toda a oferta disponível.
A alta relojoaria vende como nunca; os anéis da Mauboussin são um sucesso de vendas apesar de o modelo da versão base custar cerca de 1.750 euros e os relógios de séries limitadas esgotam rapidamente apesar de sobrevalorizados.
As malas de senhora das marcas mais conceituadas e que podem custar até 3.500 euros esgotam-se o dia do lançamento, o mesmo acontece às carteiras apesar do seu preço atingir mais de 1.500 euros.
A linha de produtos da LV (Louis Vuitton) apresentada em Lisboa no dia 10 de Abril quinta-feira, esgotou-se e no dia seguinte já não havia produtos disponíveis.
Então e as viagens? Se por um lado muitos dos agentes envolvidos se queixam da crise, por outro as viagens de sonho esgotam a oferta apesar dos preços astronómicos; há pouco mais de um mês 200 portugueses rumaram à volta ao Mundo num Airbus 330 desembolsando cada um cerca de 7.000 euros pelos 17 dias da viagem.
Há crise, todos o sabemos, mas nem todos a ela estão sujeitos.
Abril 2003
Baixa Produtividade?
Baixa produtividade?
Temos conhecimento, por declarações prestadas pelos mais variados dirigentes ou entidades patronais estrangeiras, que os emigrantes portugueses são bons trabalhadores e têm contribuído de modo bastante positivo para o desenvolvimento dos seus países e para o seu elevado grau de produtividade, relativamente ao nosso, onde é baixa e se culpa quem trabalha pelo que está e tem vindo a acontecer.
A competitividade industrial decresce, o nível de vida baixa de qualidade, o deficit público aumenta e o rendimento médio por trabalhador está cada vez mais distanciado, para menos, da média da Europa a que queremos pertencer.
Perante um tal cenário, há que encontrar razões e apontar defeitos ou vícios a corrigir e ter a coragem de os enumerar.
Não está certo que os poucos recursos financeiros de que o país dispõe, ou lhe são dados a administrar, em vez de serem canalizados no investimento ao sector produtivo, sejam tantas vezes atribuídos sem o mínimo de rigor, por gente bem instalada no aparelho partidário e que apenas pretende acrescentar mais uns zeros á direita das suas contas bancárias, não sei em que parte do globo?
São erradas as benesses e privilégios que os sucessivos governos têm vindo a atribuir aqueles que menos produzem, face a um desempenho medíocre das funções em que estão investidos, e que apenas servem para desmotivar aqueles que realmente trabalham, ou deviam trabalhar, o que sabemos não acontece devido á falta de incentivos como salário justo e outras regalias atribuídas a outros de menor valia.
É mau o funcionamento das Instituições publicas controladas pelo Estado cuja eficácia fica muito aquém do mínimo exigido, e de algumas Empresas de capitais públicos autênticos sorvedouros dos recursos que outros geram, ninhos de parasitas que urge desinfectar para bem da Sociedade no seu todo.
É a máquina administrativa quem sustenta o maior número de improdutivos e o patrão Estado, sabendo-o, ainda os regala com um sem número de bênçãos imerecidas.
Então e os nossos deputados, ditos representantes do País, que fazem eles de proveitoso para lá de se insultarem uns aos outros, promoverem a intriga e discutirem comportamentos pessoais, quanto do seu tempo de trabalho é efectivamente ocupado a resolver os interesses ou os problemas do povo?
São escandalosas as reformas antecipadas, e a cem por cento, com que o Estado, usando um tratamento quase a raiar o racismo, premeia os seus afilhados ou protegidos, muitos deles a continuar em paralelo a auferir chorudos salários em actividades que ele mesmo (o Estado) lhe proporciona ou tolera, e um numero infindável de situações negativas que os sucessivos governos não têm querido reconhecer nem alterar por incompetência mas mais por cobardia, cobardia essa que há mais de um século Nietzsche denunciava quando dizia: “Vivemos numa sociedade que tem a cobardia como adorno”
É de fazer doer a megalomania desportiva, sector onde se gastam as centenas de milhões que faltam para construir ou equipar hospitais.
E que contributo dão as forças Sindicais ou Patronais que não ousam defender o país no seu todo, mas a eles mesmos, por grupo ou facção, tentando obter ou chamar a si dividendos injustos e cavando um fosso cada vez maior entre os membros dessa mesma sociedade que aos poucos se desmembra?
Os trabalhadores são os menos culpados pela situação que se tem vindo a viver, pois se são bons lá fora, tinham obrigação de o ser também cá dentro, a culpa irá então para os governantes e gestores que não são capazes de os motivar para um desígnio colectivo nacional, por inexistente, embora se possa admitir que também haja milhares de trabalhadores cuja única meta é a espera do salário no fim do mês, mas isto só é possível devido á incompetência, á inércia, ou á incapacidade de quem os dirige.
Será verdadeira a frase: “todos querem viver á custa do Estado esquecendo-se que o Estado quer viver á custa de todos”?
Não estou tão pessimista como estava Alexandre Herculano há cerca de 160 anos quando escreveu: “Pobres, fracos, humilhados... que nos resta senão o passado” mas devo dizer que o meu entusiasmo e fé nos nossos dirigentes, estes como os passados, não são de todo positivos.
Jan 2008
Temos conhecimento, por declarações prestadas pelos mais variados dirigentes ou entidades patronais estrangeiras, que os emigrantes portugueses são bons trabalhadores e têm contribuído de modo bastante positivo para o desenvolvimento dos seus países e para o seu elevado grau de produtividade, relativamente ao nosso, onde é baixa e se culpa quem trabalha pelo que está e tem vindo a acontecer.
A competitividade industrial decresce, o nível de vida baixa de qualidade, o deficit público aumenta e o rendimento médio por trabalhador está cada vez mais distanciado, para menos, da média da Europa a que queremos pertencer.
Perante um tal cenário, há que encontrar razões e apontar defeitos ou vícios a corrigir e ter a coragem de os enumerar.
Não está certo que os poucos recursos financeiros de que o país dispõe, ou lhe são dados a administrar, em vez de serem canalizados no investimento ao sector produtivo, sejam tantas vezes atribuídos sem o mínimo de rigor, por gente bem instalada no aparelho partidário e que apenas pretende acrescentar mais uns zeros á direita das suas contas bancárias, não sei em que parte do globo?
São erradas as benesses e privilégios que os sucessivos governos têm vindo a atribuir aqueles que menos produzem, face a um desempenho medíocre das funções em que estão investidos, e que apenas servem para desmotivar aqueles que realmente trabalham, ou deviam trabalhar, o que sabemos não acontece devido á falta de incentivos como salário justo e outras regalias atribuídas a outros de menor valia.
É mau o funcionamento das Instituições publicas controladas pelo Estado cuja eficácia fica muito aquém do mínimo exigido, e de algumas Empresas de capitais públicos autênticos sorvedouros dos recursos que outros geram, ninhos de parasitas que urge desinfectar para bem da Sociedade no seu todo.
É a máquina administrativa quem sustenta o maior número de improdutivos e o patrão Estado, sabendo-o, ainda os regala com um sem número de bênçãos imerecidas.
Então e os nossos deputados, ditos representantes do País, que fazem eles de proveitoso para lá de se insultarem uns aos outros, promoverem a intriga e discutirem comportamentos pessoais, quanto do seu tempo de trabalho é efectivamente ocupado a resolver os interesses ou os problemas do povo?
São escandalosas as reformas antecipadas, e a cem por cento, com que o Estado, usando um tratamento quase a raiar o racismo, premeia os seus afilhados ou protegidos, muitos deles a continuar em paralelo a auferir chorudos salários em actividades que ele mesmo (o Estado) lhe proporciona ou tolera, e um numero infindável de situações negativas que os sucessivos governos não têm querido reconhecer nem alterar por incompetência mas mais por cobardia, cobardia essa que há mais de um século Nietzsche denunciava quando dizia: “Vivemos numa sociedade que tem a cobardia como adorno”
É de fazer doer a megalomania desportiva, sector onde se gastam as centenas de milhões que faltam para construir ou equipar hospitais.
E que contributo dão as forças Sindicais ou Patronais que não ousam defender o país no seu todo, mas a eles mesmos, por grupo ou facção, tentando obter ou chamar a si dividendos injustos e cavando um fosso cada vez maior entre os membros dessa mesma sociedade que aos poucos se desmembra?
Os trabalhadores são os menos culpados pela situação que se tem vindo a viver, pois se são bons lá fora, tinham obrigação de o ser também cá dentro, a culpa irá então para os governantes e gestores que não são capazes de os motivar para um desígnio colectivo nacional, por inexistente, embora se possa admitir que também haja milhares de trabalhadores cuja única meta é a espera do salário no fim do mês, mas isto só é possível devido á incompetência, á inércia, ou á incapacidade de quem os dirige.
Será verdadeira a frase: “todos querem viver á custa do Estado esquecendo-se que o Estado quer viver á custa de todos”?
Não estou tão pessimista como estava Alexandre Herculano há cerca de 160 anos quando escreveu: “Pobres, fracos, humilhados... que nos resta senão o passado” mas devo dizer que o meu entusiasmo e fé nos nossos dirigentes, estes como os passados, não são de todo positivos.
Jan 2008
domingo, 7 de março de 2010
O Soito é uma família?
O Soito é uma família?
Ainda que os meus conhecimentos no campo da demografia sejam limitados, sei, através de alguma busca efectuada durante os últimos anos, que entre 70 a 80 % dos habitantes do Soito têm entre si algum grau de parentesco, directo ou por afinidade.
Basta recuar quatro ou cinco gerações e veremos a árvore a florir, subdividindo-se em centenas ou milhares de ramos a partir de um só tronco, o que é valido tanto no domínio ascendente como no descendente.
Sabemos que temos um pai e uma mãe, logo temos quatro avôs/avós, oito bisavôs/bisavós, dezasseis trisavôs/trisavós e por aí adiante o que nos leva a encontrar origens comuns a muito breve espaço de tempo sendo algumas delas até repetidas em relação à ascendência da mesma pessoa.
É fácil de confirmar por exemplo: que um casal, quatro ou cinco gerações atrás, seja o tronco de centenas de famílias actuais, o que não quer dizer que outros também o não sejam igualmente, devido à multiplicação, tanto dos descendentes como no sentido inverso.
Então pergunto: se a maioria dos Soitenses são familiares com algum tipo de grau parental, porque vivemos de costas voltadas, fomentamos a intriga, alimentamos o boato, enchemo-nos de orgulho julgando-nos superiores, e invejamos o outro por meras circunstancias que a vida ou o trabalho lhe proporciona, dificultando-lhe a existência pacifica a que tem direito?
Embora no aspecto físico, sejamos sem dúvida familiares, no plano afectivo vivemos como estranhos, guerreando verbal ou formalmente e colocando o nosso interesse pessoal, que nem sempre nos beneficia, acima do interesse colectivo que é útil a toda a comunidade.
Que nos diriam os nossos bisavós ou trisavós, para não percorrer maior distancia, ao ver os seus descendentes ás turras, vivendo como desconhecidos ou até como adversários, quando não como inimigos? Certamente que sentiriam o que sentiria um qualquer pai ou mãe ao ver filhos desavindos e tentariam prontamente a reconciliação.
O Soito precisa, hoje mais do que nunca, que os seus filhos lutem pelo mesmo objectivo e ponham de parte as ideologias partidárias que corroem e minam a sã convivência dos povos.
Sem preconceitos, sem qualquer interesse de protagonismo ou espera de dividendos de outra ordem, todos temos a obrigação de lutar em prol do bem colectivo e pelo engrandecimento do Soito, e essa obrigação é bem mais exigida ás Instituições, ou a quem as dirige, como sejam a Junta de Freguesia, os Bombeiros, a Misericórdia, a Associação Cultural, a Associação Caça e pesca e todas as outras forças representativas da vila.
Se continuarmos a proceder como uma peça alheia ao todo do motor que é o Soito, as restantes peças, cansadas pelo desgaste, não serão capazes de cumprir, por si só, a missão que a todas compete e o colapso pode acontecer.
Out.2008
Ainda que os meus conhecimentos no campo da demografia sejam limitados, sei, através de alguma busca efectuada durante os últimos anos, que entre 70 a 80 % dos habitantes do Soito têm entre si algum grau de parentesco, directo ou por afinidade.
Basta recuar quatro ou cinco gerações e veremos a árvore a florir, subdividindo-se em centenas ou milhares de ramos a partir de um só tronco, o que é valido tanto no domínio ascendente como no descendente.
Sabemos que temos um pai e uma mãe, logo temos quatro avôs/avós, oito bisavôs/bisavós, dezasseis trisavôs/trisavós e por aí adiante o que nos leva a encontrar origens comuns a muito breve espaço de tempo sendo algumas delas até repetidas em relação à ascendência da mesma pessoa.
É fácil de confirmar por exemplo: que um casal, quatro ou cinco gerações atrás, seja o tronco de centenas de famílias actuais, o que não quer dizer que outros também o não sejam igualmente, devido à multiplicação, tanto dos descendentes como no sentido inverso.
Então pergunto: se a maioria dos Soitenses são familiares com algum tipo de grau parental, porque vivemos de costas voltadas, fomentamos a intriga, alimentamos o boato, enchemo-nos de orgulho julgando-nos superiores, e invejamos o outro por meras circunstancias que a vida ou o trabalho lhe proporciona, dificultando-lhe a existência pacifica a que tem direito?
Embora no aspecto físico, sejamos sem dúvida familiares, no plano afectivo vivemos como estranhos, guerreando verbal ou formalmente e colocando o nosso interesse pessoal, que nem sempre nos beneficia, acima do interesse colectivo que é útil a toda a comunidade.
Que nos diriam os nossos bisavós ou trisavós, para não percorrer maior distancia, ao ver os seus descendentes ás turras, vivendo como desconhecidos ou até como adversários, quando não como inimigos? Certamente que sentiriam o que sentiria um qualquer pai ou mãe ao ver filhos desavindos e tentariam prontamente a reconciliação.
O Soito precisa, hoje mais do que nunca, que os seus filhos lutem pelo mesmo objectivo e ponham de parte as ideologias partidárias que corroem e minam a sã convivência dos povos.
Sem preconceitos, sem qualquer interesse de protagonismo ou espera de dividendos de outra ordem, todos temos a obrigação de lutar em prol do bem colectivo e pelo engrandecimento do Soito, e essa obrigação é bem mais exigida ás Instituições, ou a quem as dirige, como sejam a Junta de Freguesia, os Bombeiros, a Misericórdia, a Associação Cultural, a Associação Caça e pesca e todas as outras forças representativas da vila.
Se continuarmos a proceder como uma peça alheia ao todo do motor que é o Soito, as restantes peças, cansadas pelo desgaste, não serão capazes de cumprir, por si só, a missão que a todas compete e o colapso pode acontecer.
Out.2008
Ministro da Igualdade!!!
Era uma vez num país...
Houve em tempos num pequeno mas velho país da Europalia, situado na parte mais ocidental, um rei, que talvez iluminado por uma força misteriosa e insatisfeito com as injustiças que os seus vassalos impunham ao povo do seu reino, resolveu criar um ministério jamais existente, o da Equidade, que teria por missão pôr fim ao desequilibro social existente.
Embora a lei em vigor nesse país atribuísse direitos iguais para todos os cidadãos, na prática não os garantia de modo nenhum, devido ao comodismo e ao parasitismo da classe dirigente de então, única a dispor de direitos, imunidades e demais privilégios que concedia a seu bel-prazer, aos filhos, amigos e afilhados.
Assim, foi encarregado desse arrojado projecto, um dedicado cidadão, inteligente, capaz e esperançado em levar a bom termo a tarefa que tinha sobre ombros.
Metendo mãos à obra, isto é, à escrita, o dito ministro começou a decretar leis tendentes a atingir o objectivo a que se tinha proposto.
Revogou a lei que promovia apenas alguns à data da reforma para que esta fosse superior ao salário enquanto no activo, e a partir daí todos os trabalhadores, independentemente do estatuto da entidade patronal, receberiam reforma por igual taxa de percentagem e anos de serviço.
Decretou que os medicamentos custariam preço igual para todos os cidadãos, deixando de haver cidadãos de primeira ou de segunda classe, fossem eles beneficiários do regime geral, da função pública ou de outra qualquer entidade.
Levou a cultura, até então um privilégio quase exclusivo das grandes cidades, desde a música, teatro, bibliotecas, museus, exposições ou outras formas de arte, até ao interior mais isolado, para que também os aldeões a ela tivessem acesso e se pudessem valorizar em pé de igualdade com os citadinos.
Proveu a que a justiça fosse transparente e igual para todos, fossem ricos ou pobres e na qual cada arguido ou queixoso, teria obrigatoriamente o mesmo numero de defensores e com os mesmos honorários.
Criou um serviço de saúde eficaz e pronto a responder às necessidades de todos os doentes que seriam tratados por igual, independentemente da posição social que ocupassem, das propriedades, ou da conta bancária que possuíssem.
Decretou que a lei, sendo igual para todos, todos responderiam por igual e seriam penalizados os detentores de cargos públicos que desrespeitassem não só os códigos da estrada como outros códigos de ética ou conduta, tal como os demais cidadãos.
Deu por findos os privilégios imorais de que desfrutavam milhares de governantes, a quem estavam distribuídos vários carros, motoristas e outras mordomias acessórias, a partir de então passariam eles próprios a conduzir o seu carro aquando das suas deslocações.
Criou uma escola de formação para aspirantes a dirigentes ou governantes, onde aprenderiam os modos correctos de dirigir e governar o povo e não a servir-se dele para atingir os seus objectivos ou ambições pessoais, como estava a acontecer e tinha acontecido no passado.
Aboliu as diversas classes, nos transportes, nas salas de espectáculos, nos hotéis, fossem públicos ou privados, a partir daí só estaria disponível uma classe igual para todos.
Obrigou a trabalhar quem tivesse saúde e força e pôs fim ao parasitismo de que enfermava parte da sociedade.
Exigiu e conseguiu dos seus colegas de governo um maior nivelamento dos salários e pensões, afim de que todos se considerassem mais iguais e ninguém se sentisse diminuído.
Por fim, cansado de trabalhar e sujeito a constante pressão por parte dos “bem instalados”, para quem o muito é sempre pouco, esse ministro foi demitido e tudo voltou à situação anterior: a igualdade desejada não passou de pura fantasia e continuou para sempre a ser uma ambição utópica.
1 de Março de 2005
Houve em tempos num pequeno mas velho país da Europalia, situado na parte mais ocidental, um rei, que talvez iluminado por uma força misteriosa e insatisfeito com as injustiças que os seus vassalos impunham ao povo do seu reino, resolveu criar um ministério jamais existente, o da Equidade, que teria por missão pôr fim ao desequilibro social existente.
Embora a lei em vigor nesse país atribuísse direitos iguais para todos os cidadãos, na prática não os garantia de modo nenhum, devido ao comodismo e ao parasitismo da classe dirigente de então, única a dispor de direitos, imunidades e demais privilégios que concedia a seu bel-prazer, aos filhos, amigos e afilhados.
Assim, foi encarregado desse arrojado projecto, um dedicado cidadão, inteligente, capaz e esperançado em levar a bom termo a tarefa que tinha sobre ombros.
Metendo mãos à obra, isto é, à escrita, o dito ministro começou a decretar leis tendentes a atingir o objectivo a que se tinha proposto.
Revogou a lei que promovia apenas alguns à data da reforma para que esta fosse superior ao salário enquanto no activo, e a partir daí todos os trabalhadores, independentemente do estatuto da entidade patronal, receberiam reforma por igual taxa de percentagem e anos de serviço.
Decretou que os medicamentos custariam preço igual para todos os cidadãos, deixando de haver cidadãos de primeira ou de segunda classe, fossem eles beneficiários do regime geral, da função pública ou de outra qualquer entidade.
Levou a cultura, até então um privilégio quase exclusivo das grandes cidades, desde a música, teatro, bibliotecas, museus, exposições ou outras formas de arte, até ao interior mais isolado, para que também os aldeões a ela tivessem acesso e se pudessem valorizar em pé de igualdade com os citadinos.
Proveu a que a justiça fosse transparente e igual para todos, fossem ricos ou pobres e na qual cada arguido ou queixoso, teria obrigatoriamente o mesmo numero de defensores e com os mesmos honorários.
Criou um serviço de saúde eficaz e pronto a responder às necessidades de todos os doentes que seriam tratados por igual, independentemente da posição social que ocupassem, das propriedades, ou da conta bancária que possuíssem.
Decretou que a lei, sendo igual para todos, todos responderiam por igual e seriam penalizados os detentores de cargos públicos que desrespeitassem não só os códigos da estrada como outros códigos de ética ou conduta, tal como os demais cidadãos.
Deu por findos os privilégios imorais de que desfrutavam milhares de governantes, a quem estavam distribuídos vários carros, motoristas e outras mordomias acessórias, a partir de então passariam eles próprios a conduzir o seu carro aquando das suas deslocações.
Criou uma escola de formação para aspirantes a dirigentes ou governantes, onde aprenderiam os modos correctos de dirigir e governar o povo e não a servir-se dele para atingir os seus objectivos ou ambições pessoais, como estava a acontecer e tinha acontecido no passado.
Aboliu as diversas classes, nos transportes, nas salas de espectáculos, nos hotéis, fossem públicos ou privados, a partir daí só estaria disponível uma classe igual para todos.
Obrigou a trabalhar quem tivesse saúde e força e pôs fim ao parasitismo de que enfermava parte da sociedade.
Exigiu e conseguiu dos seus colegas de governo um maior nivelamento dos salários e pensões, afim de que todos se considerassem mais iguais e ninguém se sentisse diminuído.
Por fim, cansado de trabalhar e sujeito a constante pressão por parte dos “bem instalados”, para quem o muito é sempre pouco, esse ministro foi demitido e tudo voltou à situação anterior: a igualdade desejada não passou de pura fantasia e continuou para sempre a ser uma ambição utópica.
1 de Março de 2005
segunda-feira, 1 de março de 2010
ESCREVER......
Escrever e comentar, é um risco ou um dever?
Quem escreve, e através da escrita se atreve a tornar publicas as suas opiniões, ou quando fórmula críticas e sugestões ainda que as julgue justas e oportunas no sentido positivo de alerta e nunca no intuito de combater e derrubar ideias ou pessoas, arrisca-se a suscitar nos leitores, reacções contraditórias e diversas, que podem ir desde a simples indiferença, ao elogio, ou á critica demolidora.
Uns apoiam e valorizam, outros deitam por terra e minimizam, criando-se assim uma dualidade de critérios e leituras, ou duas facções, com raciocínios e percepções diferentes.
Pergunta-se? Se as palavras são as mesmas, porque razão provocam elas, interpretações tão distintas e díspares?
Excluída a hipótese de podermos culpar a fonte, que é a mesma, será que é culpa do receptor, talvez porque recebe o sinal distorcido ou o distorce por avaria no seu próprio sistema?
As opiniões contraditórias acerca de determinado texto, levam-nos a concluir que apenas dois motivos podem causar tais comentários: conhecimento e ignorância. Quem, minimamente é portador de um relativo grau de cultura ou saber, pode, e por norma faz, a critica construtiva, retendo o que de positivo possa existir e apontando as falhas ou erros que se não devem repetir no futuro, alertando e corrigindo o autor, contribuindo assim para o enriquecimento cultural, moral e humano. Por outro lado, há aqueles que nem se dão ao trabalho de ler, condição primeira para responder com autoridade, basta-lhe saber a origem para se julgarem no direito de emitir opinião, que é mais pautada pela simpatia do que pelo valor que possa ter.
Se um determinado texto, provém de amigo ou de um portador de qualquer grau académico, tem qualidade, é positivo, aceita-se e recomenda-se, se a origem é um cidadão anónimo, sem qualificações, tem apenas o valor que tem, rejeita-se ou desvaloriza-se.
Da pouca experiência que tenho, sobram-me motivos para reflectir e concluir que grande parte dos leitores, que talvez nem leia, analisa e opina conforme a fonte, sem ter em conta o conteúdo ou a mensagem que se pretende transmitir.
Também não é de ignorar, que certos comentários depreciativos provêem daqueles que menos sabem, daí não ser relevante a sua analise ou opinião, importante é sem duvida a critica, a observação, que com critérios pedagógicos, é feita por alguém abalizado e conhecedor, perante estes, curvo-me, aceito e agradeço todo o tipo de juízo ou apreciação, ciente que estou a aprender.
Sei, e todos deveríamos saber, como dizia Sócrates, há cerca de vinte e quatro séculos, que a ignorância é que leva o homem a proceder mal, mas também não podemos ignorar, que hoje todos temos mais facilitado o acesso ao saber, através da TV, da Imprensa ou de Livros, e que só não aproveita o que de positivo têm esses meios, quem não quiser, pois como só através do conhecimento, o homem se pode projectar para lá do circulo restrito em que gravita, só estará preso a esse circulo, quem se alheia do que acontece á sua volta e se acomoda, talvez por preguiça, a uma rotina vinda do passado e que tem medo de alterar.
Todos devemos ser intervenientes naquilo que nos diz respeito, discutir ideias, projectos, analisar situações, falar ou escrever nos locais próprios, pensar que isso é irrelevante e só diz respeito aos outros, é viver na inércia, e dar carta-branca por vezes a quem não merece decidir por nós.
Quem escreve, e através da escrita se atreve a tornar publicas as suas opiniões, ou quando fórmula críticas e sugestões ainda que as julgue justas e oportunas no sentido positivo de alerta e nunca no intuito de combater e derrubar ideias ou pessoas, arrisca-se a suscitar nos leitores, reacções contraditórias e diversas, que podem ir desde a simples indiferença, ao elogio, ou á critica demolidora.
Uns apoiam e valorizam, outros deitam por terra e minimizam, criando-se assim uma dualidade de critérios e leituras, ou duas facções, com raciocínios e percepções diferentes.
Pergunta-se? Se as palavras são as mesmas, porque razão provocam elas, interpretações tão distintas e díspares?
Excluída a hipótese de podermos culpar a fonte, que é a mesma, será que é culpa do receptor, talvez porque recebe o sinal distorcido ou o distorce por avaria no seu próprio sistema?
As opiniões contraditórias acerca de determinado texto, levam-nos a concluir que apenas dois motivos podem causar tais comentários: conhecimento e ignorância. Quem, minimamente é portador de um relativo grau de cultura ou saber, pode, e por norma faz, a critica construtiva, retendo o que de positivo possa existir e apontando as falhas ou erros que se não devem repetir no futuro, alertando e corrigindo o autor, contribuindo assim para o enriquecimento cultural, moral e humano. Por outro lado, há aqueles que nem se dão ao trabalho de ler, condição primeira para responder com autoridade, basta-lhe saber a origem para se julgarem no direito de emitir opinião, que é mais pautada pela simpatia do que pelo valor que possa ter.
Se um determinado texto, provém de amigo ou de um portador de qualquer grau académico, tem qualidade, é positivo, aceita-se e recomenda-se, se a origem é um cidadão anónimo, sem qualificações, tem apenas o valor que tem, rejeita-se ou desvaloriza-se.
Da pouca experiência que tenho, sobram-me motivos para reflectir e concluir que grande parte dos leitores, que talvez nem leia, analisa e opina conforme a fonte, sem ter em conta o conteúdo ou a mensagem que se pretende transmitir.
Também não é de ignorar, que certos comentários depreciativos provêem daqueles que menos sabem, daí não ser relevante a sua analise ou opinião, importante é sem duvida a critica, a observação, que com critérios pedagógicos, é feita por alguém abalizado e conhecedor, perante estes, curvo-me, aceito e agradeço todo o tipo de juízo ou apreciação, ciente que estou a aprender.
Sei, e todos deveríamos saber, como dizia Sócrates, há cerca de vinte e quatro séculos, que a ignorância é que leva o homem a proceder mal, mas também não podemos ignorar, que hoje todos temos mais facilitado o acesso ao saber, através da TV, da Imprensa ou de Livros, e que só não aproveita o que de positivo têm esses meios, quem não quiser, pois como só através do conhecimento, o homem se pode projectar para lá do circulo restrito em que gravita, só estará preso a esse circulo, quem se alheia do que acontece á sua volta e se acomoda, talvez por preguiça, a uma rotina vinda do passado e que tem medo de alterar.
Todos devemos ser intervenientes naquilo que nos diz respeito, discutir ideias, projectos, analisar situações, falar ou escrever nos locais próprios, pensar que isso é irrelevante e só diz respeito aos outros, é viver na inércia, e dar carta-branca por vezes a quem não merece decidir por nós.
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