Nunca como hoje, houve tantos cursos de formação profissional nas mais diversas áreas e profissões, através dos quais são dados subsídios aos formandos, ao contrário do meu tempo em que muitos eram forçados a pagar para aprender.
Não duvido da utilidade e necessidade de tais programas, já que se forem aproveitados, podem elevar o nível de competência e conhecimento, para além de uma crescente valorização pessoal que se deve desejar real.
São abrangidos por tais cursos, os mais diversos e imaginários ofícios, no entanto há uma lacuna grave, que no meu entender devia ser preenchida com urgência: a criação de cursos de formação para candidatos a políticos, ou, o que seria ideal, uma escola superior, capaz de formar os futuros governantes e dar-lhe de mais o que sabemos têm hoje de míngua.
Todos sabemos e conhecemos a falta de competência, de capacidade e de diplomacia, de que sofre a maioria dos políticos e que acedem a elevados cargos de responsabilidade sem que tenham um mínimo de formação para além das capacidades de retórica, tantas vezes enganosa nas palavras de mel, mas cheias de hipocrisia, mentira e fel.
Todos os trabalhadores, necessitam de um tempo de aprendizagem e frequentam vários tipos de ensino até se tornarem profissionais e como tais aceites no mercado de trabalho, daí que os políticos devam estar sujeitos às mesmas regras e lhe seja exigido um elevado grau de conhecimento, preparação e competência, compatíveis com a responsabilidade que virtualmente pensem vir a assumir, não é justo que por vezes haja incompetentes a dirigir quem é reconhecida e sobejamente mais capaz.
Se um Estado é, diga-se, a maior “Empresa” de qualquer país, porque não procede da mesma forma que as Empresas, recrutando para dirigentes, os melhores e os mais qualificados, em vez de abrir as portas tantas vezes a oportunistas ambiciosos sem escrúpulos, ou a afilhados impreparados?
Se o valor dos políticos fosse calculado em acções, e estas cotadas na Bolsa, a sua cotação estaria por baixo, a limites preocupantes, á beira da bancarrota, e apenas e exclusivamente por culpa deles mesmos e do seu comportamento pouco credível, mas podem redimir-se desse negativismo se forem capazes de legislar em concreto e sem ambiguidades, no sentido da criação dessa mesma escola, evitando assim que qualquer aventureiro, oportunista bem-falante e “habilidoso” possa assumir cargos públicos e dê ao povo reprováveis e negativos exemplos de comportamento,
O mau nome, ou conceito, em que se têm os governantes é motivado pelas acções e pela postura que assumem tantas vezes vergonhosa, senão escandalosa.
Que façam alguma coisa por eles mesmos... e por nós!
Mar 2010
terça-feira, 16 de março de 2010
O Alcool
Desde há vários anos, os órgãos de comunicação social e alguns governantes vêm dizendo que o nosso país é um dos maiores consumidores de álcool do Mundo.
A ser verdade, e isso depende da fiabilidade do critério usado para chegar a tal conclusão, que tem feito o governo, ou os sucessivos governos, para combater, ou inverter essa tendência que certamente todos julgamos negativa e pouco abonatória da personalidade e do comportamento de um povo?
Tanto quanto sei, o consumo do nosso vinho e aguardentes, tem vindo a decrescer há já bastantes anos, em benefício de bebidas destiladas importadas, ou falsificadas, como o whisky, gin e a vodka, não sendo de ignorar também a cerveja cujo consumo tem aumentado principalmente por parte da juventude.
É vulgar fazerem-se festas a muitas dessas bebidas, em discotecas ou outros estabelecimentos do género, muitas vezes promovidas pelas respectivas marcas que assim aliciam os consumidores menos prevenidos tornando-os mais dependentes os seus produtos. Há ainda a salientar o facto de que muitos desses clientes são efectivamente menores e que embora a lei lhe proíba a permanência, não tem, ou não pode dispor convenientemente de meios para a controlar.
Quanto às ditas festas promocionais, desconheço se alguma foi até hoje, feita ao nosso vinho, ou se qualquer marca de águas fez tal promoção.
Se o problema existe não pode ser ignorado, e pressupondo que as leis e os exemplos nos são dados pelos de cima, isto é os governantes, deve ser dito que para além das palavras pouco mais se lhe pode apontar de positivo.
Certamente que não há varinha mágica que solucione o problema de um dia para o outro, mas não fazendo nada é que o processo jamais será invertido.
Pela parte dos governantes não espero grandes alterações de comportamento, já que se são incapazes de debelar a praga da droga apesar de no seu combate gastarem milhões e sem que do seu comercio ilícito arrecadem um centavo, assim e comparativamente, como podem combater o álcool, cuja comercialização taxam com elevados impostos se pouco ou nada investem para diminuir o consumo?
É ainda incompreensível de todos os pontos de vista possíveis, que o Estado tribute a nossa aguardente com um imposto várias vezes mais elevado comparado com o que faz com bebidas estrangeiras de semelhante teor alcoólico, será que quem legisla na matéria, o faz tomando por referência o conceito de equidade?
O título atribuído a Portugal, de país mais bebedor, que em nada nos orgulha, deve ser motivo para que todos os esforços se unam, quer os do Estado, quer de outras entidades interessadas em que o nosso País saia do primeiro lugar, e em vez de discursos de retórica passe-se a uma acção efectiva.
A ser verdade, e isso depende da fiabilidade do critério usado para chegar a tal conclusão, que tem feito o governo, ou os sucessivos governos, para combater, ou inverter essa tendência que certamente todos julgamos negativa e pouco abonatória da personalidade e do comportamento de um povo?
Tanto quanto sei, o consumo do nosso vinho e aguardentes, tem vindo a decrescer há já bastantes anos, em benefício de bebidas destiladas importadas, ou falsificadas, como o whisky, gin e a vodka, não sendo de ignorar também a cerveja cujo consumo tem aumentado principalmente por parte da juventude.
É vulgar fazerem-se festas a muitas dessas bebidas, em discotecas ou outros estabelecimentos do género, muitas vezes promovidas pelas respectivas marcas que assim aliciam os consumidores menos prevenidos tornando-os mais dependentes os seus produtos. Há ainda a salientar o facto de que muitos desses clientes são efectivamente menores e que embora a lei lhe proíba a permanência, não tem, ou não pode dispor convenientemente de meios para a controlar.
Quanto às ditas festas promocionais, desconheço se alguma foi até hoje, feita ao nosso vinho, ou se qualquer marca de águas fez tal promoção.
Se o problema existe não pode ser ignorado, e pressupondo que as leis e os exemplos nos são dados pelos de cima, isto é os governantes, deve ser dito que para além das palavras pouco mais se lhe pode apontar de positivo.
Certamente que não há varinha mágica que solucione o problema de um dia para o outro, mas não fazendo nada é que o processo jamais será invertido.
Pela parte dos governantes não espero grandes alterações de comportamento, já que se são incapazes de debelar a praga da droga apesar de no seu combate gastarem milhões e sem que do seu comercio ilícito arrecadem um centavo, assim e comparativamente, como podem combater o álcool, cuja comercialização taxam com elevados impostos se pouco ou nada investem para diminuir o consumo?
É ainda incompreensível de todos os pontos de vista possíveis, que o Estado tribute a nossa aguardente com um imposto várias vezes mais elevado comparado com o que faz com bebidas estrangeiras de semelhante teor alcoólico, será que quem legisla na matéria, o faz tomando por referência o conceito de equidade?
O título atribuído a Portugal, de país mais bebedor, que em nada nos orgulha, deve ser motivo para que todos os esforços se unam, quer os do Estado, quer de outras entidades interessadas em que o nosso País saia do primeiro lugar, e em vez de discursos de retórica passe-se a uma acção efectiva.
Revolução e Liberdade...
Vão comemorar-se 36 anos, sobre a data em que se realizou a revolução do 25 de Abril e é tempo de fazer um balanço do que de positivo, ou negativo, esse dia trouxe aos cidadãos deste País.
Claro que não sou nem me arvoro em comentador de causas políticas, mas tenho ideias, conceitos e conhecimento de causa que muitos dos Portugueses não têm, já que á data da revolução eu já contava com mais de trinta anos de vida.
Foi de louvar a atitude do povo, educado e respeitador, que á data, procedeu com maturidade, frente a alguns interesses porventura obscuros e apoiou sem reservas a revolução dos cravos, se fosse hoje, seria igual?
A revolução (dizem) foi feita pelo povo e para ao povo dar benefícios e direitos, o que a meu ver, hoje não corresponde á verdade, pois se pesarmos os prós e os contras não sei para que lado cairá o prato da balança.
Uma revolução tira regalias a uns para as dar a outros, mas apenas às classes governantes pois que jamais povo algum no Mundo obteve dividendos de qualquer revolução.
Antes não se podiam comentar nem criticar as ideias ou as posições dos representantes do Estado, já que eles seriam os únicos donos da verdade, hoje podemos fazer isso, mas de que vale o homem poder falar, se a sua ideia ou projecto não é sequer ouvida nem tida em conta pelos políticos que continuam como dantes a fazer igual ou pior e só o que bem entendem.
O povo é sempre apontado pelos políticos como sendo a razão da sua luta, mas isso não passa de pura demagogia e todos nós o sabemos perfeitamente.
A liberdade que alguns apregoam, será mesmo liberdade, ou não passará de libertinagem ou semi anarquia, onde uns quantos violam os direitos de muitos mais em seu benefício pessoal ou familiar?
A liberdade só existe se existir direito, segurança e justiça, o que não está minimamente garantido, porque uns poucos continuam a ter regalias, imunidades e a usufruir de privilégios, enquanto a maioria do povo continua a ser explorada e tratada como gente de segunda classe.
Se liberdade é haver quem legisle para si próprio, salários e reformas astronómicas, vivendo uma vida faustosa, e dar esmolas de sobrevivência e miséria ao povo, Se liberdade é promover ou tolerar a violência, os vícios, a droga, a calúnia, a corrupção, o saque de valores pessoais ou nacionais e o derrube dos valores morais, então o conceito que tenho de liberdade está errado.
É ou não verdade que muitas vezes é dada protecção a criminosos, como se cometer um crime fosse um direito ou para isso lhe fosse dada liberdade, enquanto as vítimas são ignoradas e esquecidas no tempo?
As Associações para defender réus e criminosos, proliferam com nomes sonantes mas quantas existem para defender as vítimas?
Termino por dizer que pouco vale a um cidadão poder falar e ter liberdade de expressão, enquanto houver direitos que não lhe são garantidos, como sejam a segurança, a saúde e principalmente a dignidade ou a honra, hoje tão escamoteadas.
Março de 2010
Claro que não sou nem me arvoro em comentador de causas políticas, mas tenho ideias, conceitos e conhecimento de causa que muitos dos Portugueses não têm, já que á data da revolução eu já contava com mais de trinta anos de vida.
Foi de louvar a atitude do povo, educado e respeitador, que á data, procedeu com maturidade, frente a alguns interesses porventura obscuros e apoiou sem reservas a revolução dos cravos, se fosse hoje, seria igual?
A revolução (dizem) foi feita pelo povo e para ao povo dar benefícios e direitos, o que a meu ver, hoje não corresponde á verdade, pois se pesarmos os prós e os contras não sei para que lado cairá o prato da balança.
Uma revolução tira regalias a uns para as dar a outros, mas apenas às classes governantes pois que jamais povo algum no Mundo obteve dividendos de qualquer revolução.
Antes não se podiam comentar nem criticar as ideias ou as posições dos representantes do Estado, já que eles seriam os únicos donos da verdade, hoje podemos fazer isso, mas de que vale o homem poder falar, se a sua ideia ou projecto não é sequer ouvida nem tida em conta pelos políticos que continuam como dantes a fazer igual ou pior e só o que bem entendem.
O povo é sempre apontado pelos políticos como sendo a razão da sua luta, mas isso não passa de pura demagogia e todos nós o sabemos perfeitamente.
A liberdade que alguns apregoam, será mesmo liberdade, ou não passará de libertinagem ou semi anarquia, onde uns quantos violam os direitos de muitos mais em seu benefício pessoal ou familiar?
A liberdade só existe se existir direito, segurança e justiça, o que não está minimamente garantido, porque uns poucos continuam a ter regalias, imunidades e a usufruir de privilégios, enquanto a maioria do povo continua a ser explorada e tratada como gente de segunda classe.
Se liberdade é haver quem legisle para si próprio, salários e reformas astronómicas, vivendo uma vida faustosa, e dar esmolas de sobrevivência e miséria ao povo, Se liberdade é promover ou tolerar a violência, os vícios, a droga, a calúnia, a corrupção, o saque de valores pessoais ou nacionais e o derrube dos valores morais, então o conceito que tenho de liberdade está errado.
É ou não verdade que muitas vezes é dada protecção a criminosos, como se cometer um crime fosse um direito ou para isso lhe fosse dada liberdade, enquanto as vítimas são ignoradas e esquecidas no tempo?
As Associações para defender réus e criminosos, proliferam com nomes sonantes mas quantas existem para defender as vítimas?
Termino por dizer que pouco vale a um cidadão poder falar e ter liberdade de expressão, enquanto houver direitos que não lhe são garantidos, como sejam a segurança, a saúde e principalmente a dignidade ou a honra, hoje tão escamoteadas.
Março de 2010
Ontem...e hoje?
As diferenças existentes entre o passado, seja ele recente ou distante, e o presente, levou-me a escrever estas linhas e a expressar o que penso a propósito do comportamento da sociedade e da sua evolução por vezes bastante negativa.
Ontem a água dos rios era limpa, e em alguns deles bebi, nos Verões escaldantes da minha juventude, hoje, nesses mesmos rios, a água corre de tal modo poluída, que nem a fazer natação me atreveria.
Ontem, o asseio espelhava-se no ambiente e era agradável passear pelos caminhos, estradas ou campos e qualquer espaço estava limpo para fazer um piquenique, hoje o lixo acumula-se um pouco por todo o lado e qualquer parque ou largo á beira da estrada em que estacionemos, encontra-se pejado de detritos nada convidativo a que seja ali saboreada uma pequena merenda, um lanche, ou um fugaz descanso.
Ontem, puniam-se os culpados e garantia-se a segurança do cidadão, hoje os marginais são libertados e têm por paraíso esta Nação; quem rouba pouco é detido e quem muito desvia é promovido.
Ontem, as portas, quer das residências quer dos celeiros, eram fechadas apenas com a aldraba, as fechaduras não tinham procura porque as pessoas confiavam no seu semelhante, hoje tudo é fechado a fechaduras cada vez mais sofisticadas e ninguém se sente seguro nem confiante.
Ontem a convivência era sã e as pessoas humildes e respeitadoras, hoje devido ao orgulho que mina a humanidade, ninguém precisa de ninguém e todos somos os maiores.
Também noutros tempos a palavra valia como honra de quem a proferia e valia como garantia de promessa ou compromisso que certamente seria cumprido, hoje a língua é demasiado afiada, promete-se, jura-se, mas no que toca a cumprimento todos sabemos o que se passa, salvo raras excepções como em tudo o mais.
Podiam ser analfabetos os nossos antepassados, mas eram educados e respeitadores, hoje apesar de abundarem os bacharéis, licenciados, mestres, doutores, etc., nem por isso a educação acompanhou a formação académica, o que pode ser verificado a partir dos nossos políticos, cujo exemplo em vez de formar, degrada.
Ontem o comunitarismo era real e vivido em muitas das nossas aldeias, a entre ajuda fazia parte da cultura do povo, hoje, o individualismo é como que uma religião que cada qual professa á sua maneira.
Ontem, ao políticos cortavam fitas, aquando das inaugurações, hoje, para não copiarem,
descerram bandeiras e destapam placas comemorativas com o seu nome.
Ontem, as Mães de família, coziam o seu pão e confeccionavam os alimentos com os produtos que a família produzia quase em exclusivo, hoje, que quase tudo compramos feito e á vista das ditas melhorias ou manipulações genéticas dos alimentos cuja proveniência desconhecemos, que estaremos nós a comer?
Ontem, os mais pobres e necessitados de cultivar um pedaço de terra para sustento da família, tomavam por arrendamento parcelas de terreno, obrigando-se a dar três partes da colheita ao proprietário, quedando para eles apenas um quarto dessa produção, hoje há quem dê a terra de modo gratuito e não há quem a cultive.
Ontem, as Igrejas estavam cheias em sinal de fé, ainda que um pouco baseada no medo que era incutido nas crianças, por muitos pais e sacerdotes, hoje, uma fé mais assente no amor, vemos pela presença nas igrejas semi vazias, o baixo conceito em que esse amor é tido.
Ontem, eu ainda sou desse tempo, partia-se uma sardinha para dois e a comida era como que racionada, mas ainda assim as pessoas eram alegres, honestas e nem para comer roubavam,
Hoje, quase todos de barriga cheia, a maioria dos roubos são feitos para sustentar vícios que a sociedade não é capaz de debelar.
Ontem, o respeito era uma constante, quer no seio familiar, quer quanto a professores, mestres ou autoridades, hoje não há respeito por nada nem por ninguém e as crianças que noutros tempos eram dóceis, submissas e respeitadoras, são hoje, na sua maioria, rebeldes e usam uma linguajem que faria corar alguns adultos de outras eras.
Ontem, o vinho foi culpado e condenado por todos os males de trânsito deste país e contra ele foi lançada uma campanha injusta por parte de alguns governantes, hoje, é promovido e vendido whisky e outras bebidas espirituosas como se de um chá se tratasse sem que as autoridades abram o bico em contrário.
Ontem vivia-se a menos de metade da velocidade que se vive hoje, desde o arar a terra aos transportes, comunicações ou outros tipos de produção e o homem tinha tempo para tudo, contudo hoje, e apesar de todas as comodidades, facilidades e velocidades, o homem diz que não tem tempo, porquê?
Ontem, os nossos jovens eram sãos, sem vícios, trabalhadores, hoje muitos caem na droga, destroem a vida, sua e dos seus, enquanto os grandes barões traficantes se passeiam intocáveis prontos a aliciar os simples e incautos para o seu mundo sujo, onde só o dinheiro conta e a vida dos outros nada vale.
Ontem, as notícias eram transmitidas como informação, hoje uma grande maioria são fabricadas para vender jornais ou ter mais audição televisiva.
Ontem, quer dizer noutros tempos, a lei era imposta pela força muscular, o que ainda acontece na maioria do reino animal, hoje no homem a lei é imposta por quem tem dinheiro e pode comprar armas, ainda que seja um parasita, doente ou desequilibrado mental e o planeta pode muito bem ficar á mercê de um desses loucos e vir a sofrer as consequências que podem ser irremediáveis.
Ontem era assim, hoje é como é, e amanhã, como será?
Ontem a água dos rios era limpa, e em alguns deles bebi, nos Verões escaldantes da minha juventude, hoje, nesses mesmos rios, a água corre de tal modo poluída, que nem a fazer natação me atreveria.
Ontem, o asseio espelhava-se no ambiente e era agradável passear pelos caminhos, estradas ou campos e qualquer espaço estava limpo para fazer um piquenique, hoje o lixo acumula-se um pouco por todo o lado e qualquer parque ou largo á beira da estrada em que estacionemos, encontra-se pejado de detritos nada convidativo a que seja ali saboreada uma pequena merenda, um lanche, ou um fugaz descanso.
Ontem, puniam-se os culpados e garantia-se a segurança do cidadão, hoje os marginais são libertados e têm por paraíso esta Nação; quem rouba pouco é detido e quem muito desvia é promovido.
Ontem, as portas, quer das residências quer dos celeiros, eram fechadas apenas com a aldraba, as fechaduras não tinham procura porque as pessoas confiavam no seu semelhante, hoje tudo é fechado a fechaduras cada vez mais sofisticadas e ninguém se sente seguro nem confiante.
Ontem a convivência era sã e as pessoas humildes e respeitadoras, hoje devido ao orgulho que mina a humanidade, ninguém precisa de ninguém e todos somos os maiores.
Também noutros tempos a palavra valia como honra de quem a proferia e valia como garantia de promessa ou compromisso que certamente seria cumprido, hoje a língua é demasiado afiada, promete-se, jura-se, mas no que toca a cumprimento todos sabemos o que se passa, salvo raras excepções como em tudo o mais.
Podiam ser analfabetos os nossos antepassados, mas eram educados e respeitadores, hoje apesar de abundarem os bacharéis, licenciados, mestres, doutores, etc., nem por isso a educação acompanhou a formação académica, o que pode ser verificado a partir dos nossos políticos, cujo exemplo em vez de formar, degrada.
Ontem o comunitarismo era real e vivido em muitas das nossas aldeias, a entre ajuda fazia parte da cultura do povo, hoje, o individualismo é como que uma religião que cada qual professa á sua maneira.
Ontem, ao políticos cortavam fitas, aquando das inaugurações, hoje, para não copiarem,
descerram bandeiras e destapam placas comemorativas com o seu nome.
Ontem, as Mães de família, coziam o seu pão e confeccionavam os alimentos com os produtos que a família produzia quase em exclusivo, hoje, que quase tudo compramos feito e á vista das ditas melhorias ou manipulações genéticas dos alimentos cuja proveniência desconhecemos, que estaremos nós a comer?
Ontem, os mais pobres e necessitados de cultivar um pedaço de terra para sustento da família, tomavam por arrendamento parcelas de terreno, obrigando-se a dar três partes da colheita ao proprietário, quedando para eles apenas um quarto dessa produção, hoje há quem dê a terra de modo gratuito e não há quem a cultive.
Ontem, as Igrejas estavam cheias em sinal de fé, ainda que um pouco baseada no medo que era incutido nas crianças, por muitos pais e sacerdotes, hoje, uma fé mais assente no amor, vemos pela presença nas igrejas semi vazias, o baixo conceito em que esse amor é tido.
Ontem, eu ainda sou desse tempo, partia-se uma sardinha para dois e a comida era como que racionada, mas ainda assim as pessoas eram alegres, honestas e nem para comer roubavam,
Hoje, quase todos de barriga cheia, a maioria dos roubos são feitos para sustentar vícios que a sociedade não é capaz de debelar.
Ontem, o respeito era uma constante, quer no seio familiar, quer quanto a professores, mestres ou autoridades, hoje não há respeito por nada nem por ninguém e as crianças que noutros tempos eram dóceis, submissas e respeitadoras, são hoje, na sua maioria, rebeldes e usam uma linguajem que faria corar alguns adultos de outras eras.
Ontem, o vinho foi culpado e condenado por todos os males de trânsito deste país e contra ele foi lançada uma campanha injusta por parte de alguns governantes, hoje, é promovido e vendido whisky e outras bebidas espirituosas como se de um chá se tratasse sem que as autoridades abram o bico em contrário.
Ontem vivia-se a menos de metade da velocidade que se vive hoje, desde o arar a terra aos transportes, comunicações ou outros tipos de produção e o homem tinha tempo para tudo, contudo hoje, e apesar de todas as comodidades, facilidades e velocidades, o homem diz que não tem tempo, porquê?
Ontem, os nossos jovens eram sãos, sem vícios, trabalhadores, hoje muitos caem na droga, destroem a vida, sua e dos seus, enquanto os grandes barões traficantes se passeiam intocáveis prontos a aliciar os simples e incautos para o seu mundo sujo, onde só o dinheiro conta e a vida dos outros nada vale.
Ontem, as notícias eram transmitidas como informação, hoje uma grande maioria são fabricadas para vender jornais ou ter mais audição televisiva.
Ontem, quer dizer noutros tempos, a lei era imposta pela força muscular, o que ainda acontece na maioria do reino animal, hoje no homem a lei é imposta por quem tem dinheiro e pode comprar armas, ainda que seja um parasita, doente ou desequilibrado mental e o planeta pode muito bem ficar á mercê de um desses loucos e vir a sofrer as consequências que podem ser irremediáveis.
Ontem era assim, hoje é como é, e amanhã, como será?
O lixo e a poluição
O lixo está hoje presente na nossa vida, como não o esteve em outra qualquer época da história humana, e somos nós todos, para além dos únicos culpados, também as vítimas da degradação contínua e da aceleração negativa que se vai projectando na qualidade do ar que respiramos e da água que bebemos.
É á beira dos caminhos ou estradas, dos rios, ribeiros e suas margens, nas ruas e parques de muitas cidades e até nas zonas menos acessíveis e ditas protegidas, aí se encontra disperso o lixo e sucata, desvirtuando a paisagem e tornando desagradável o que devia ser um deleite para quem procura desfrutar da natureza.
Portugal já foi um jardim acolhedor, onde o prazer de passear era uma realidade, era verde e as flores cobriam grande parte dos seus campos, mas hoje em vez de neles plantarmos flores estamos a degrada-lo com toda a espécie de lixo.
Não aponto responsáveis pela situação aberrante a que estamos chegando, ou pela tragédia que se avizinha, pois a todos nos cabe uma quota-parte dessa culpa, quer pela produção exagerada de lixo, quer pelo errado destino que por vezes lhe damos, no entanto, cabe aos governantes, legislar e encontrar soluções que atenuem ou minimizem os efeitos agressivos do lixo e da poluição, isto se forem capazes de sacudir o jugo e a dependência em que se encontram face às grandes multinacionais que tudo controlam e dominam com a mira apenas no lucro fácil e cada vez maior.
Construir e pôr a funcionar estações de tratamento e incineração, não vai acabar com a origem da poluição, vai apenas transformar um veneno existente, noutro talvez mais perigoso e de efeitos incalculáveis. O que é verdadeiramente necessário, é diminuir a produção de lixo e diminuir as fontes de poluição; encontrar formas mais viáveis de comercialização, no que concerne a embalagens, e á qualidade da matéria-prima que as compõe, voltar á tara recuperável, revolucionar os combustíveis, procurando e incentivando as energias limpas e renováveis, etc. e isto, custe a quem custar.
Certamente dirão que os preços dos produtos sofrerão um acréscimo, mas então não é o mesmo povo que paga, ainda que indirectamente os custos das lixeiras e da recolha e tratamento do lixo?
Se pagar mais por um artigo não poluente, não estará a reduzir a produção de lixo a diminuir a poluição e a investir no futuro?
Nós, geração de fim e princípio de outro milénio, poluímos mais nas últimas três décadas, do que outras gerações o fizeram em milénios, e se não formos capazes de encontrar solução para inverter a tendência, estaremos a caminhar para o precipício apocalíptico e legaremos aos nossos descendentes, em vez de um mundo limpo e um ar respirável, talvez apenas um caixote de lixo e uma atmosfera estéril e enferma.
Não pretendo com o que acabo de expressar, ser pessimista nem alarmista, mas realista tenho que ser, e não posso pensar de outro modo a menos que com argumentos validos me convençam do contrário.
O futuro depende de nós, e se não lutarmos por ele, ele não existirá. 2007
É á beira dos caminhos ou estradas, dos rios, ribeiros e suas margens, nas ruas e parques de muitas cidades e até nas zonas menos acessíveis e ditas protegidas, aí se encontra disperso o lixo e sucata, desvirtuando a paisagem e tornando desagradável o que devia ser um deleite para quem procura desfrutar da natureza.
Portugal já foi um jardim acolhedor, onde o prazer de passear era uma realidade, era verde e as flores cobriam grande parte dos seus campos, mas hoje em vez de neles plantarmos flores estamos a degrada-lo com toda a espécie de lixo.
Não aponto responsáveis pela situação aberrante a que estamos chegando, ou pela tragédia que se avizinha, pois a todos nos cabe uma quota-parte dessa culpa, quer pela produção exagerada de lixo, quer pelo errado destino que por vezes lhe damos, no entanto, cabe aos governantes, legislar e encontrar soluções que atenuem ou minimizem os efeitos agressivos do lixo e da poluição, isto se forem capazes de sacudir o jugo e a dependência em que se encontram face às grandes multinacionais que tudo controlam e dominam com a mira apenas no lucro fácil e cada vez maior.
Construir e pôr a funcionar estações de tratamento e incineração, não vai acabar com a origem da poluição, vai apenas transformar um veneno existente, noutro talvez mais perigoso e de efeitos incalculáveis. O que é verdadeiramente necessário, é diminuir a produção de lixo e diminuir as fontes de poluição; encontrar formas mais viáveis de comercialização, no que concerne a embalagens, e á qualidade da matéria-prima que as compõe, voltar á tara recuperável, revolucionar os combustíveis, procurando e incentivando as energias limpas e renováveis, etc. e isto, custe a quem custar.
Certamente dirão que os preços dos produtos sofrerão um acréscimo, mas então não é o mesmo povo que paga, ainda que indirectamente os custos das lixeiras e da recolha e tratamento do lixo?
Se pagar mais por um artigo não poluente, não estará a reduzir a produção de lixo a diminuir a poluição e a investir no futuro?
Nós, geração de fim e princípio de outro milénio, poluímos mais nas últimas três décadas, do que outras gerações o fizeram em milénios, e se não formos capazes de encontrar solução para inverter a tendência, estaremos a caminhar para o precipício apocalíptico e legaremos aos nossos descendentes, em vez de um mundo limpo e um ar respirável, talvez apenas um caixote de lixo e uma atmosfera estéril e enferma.
Não pretendo com o que acabo de expressar, ser pessimista nem alarmista, mas realista tenho que ser, e não posso pensar de outro modo a menos que com argumentos validos me convençam do contrário.
O futuro depende de nós, e se não lutarmos por ele, ele não existirá. 2007
segunda-feira, 8 de março de 2010
Hipers e Centros Comerciais
Os Hipermercados e Centros Comerciais
Por uma questão de comodismo, todos nós gostamos de ter á mão, ou cada vez mais facilitada, a aquisição dos artigos de consumo diário, mas na prática desvalorizamos aqueles que contribuem para que isso seja possível: os pequenos comerciantes locais.
Numa época em que as grandes superfícies ou centros comerciais, usando as mais modernas e agressivas técnicas de Marketing apelam ao consumismo, colocando ao nosso dispor e de maneira cada vez mais atractiva, milhares de artigos, uns talvez úteis e necessários, outros nem tanto, é fácil cair na velha tentação da curiosidade e da descoberta, por isso aí vamos nós por essas estradas fora, á espera do milagre dos preços, comprando tanto o útil e necessário, como o inútil e dispensável.
Não sou de modo nenhum contra esses mega estabelecimentos, porque também são necessários ao equilíbrio comercial, mas entendo que podem estar a pôr em causa a continuidade dos pequenos retalhistas e assim, vir hipoteticamente a privar os consumidores dos meios rurais desse bem, que para além de material é também social, e a promover o aceleramento da desertificação.
Sabemos que nos grandes Supermercados, não somos mais que uma máquina a explorar; de cliente, temos apenas o nome, não conhecemos donos ou empregados, não há tempo nem espaço de conversa e da nossa breve passagem fica apenas a semente dos Euros na caixa ou debitados em conta bancária.
No comércio tradicional, por norma, há uma relação vendedor/cliente mais humanizada, há dialogo e amizade, há facilidade de crédito e mesmo ali ao lado, sem exigência de aval, porque o pequeno comércio serve e tem o cliente como amigo, valores que nos grandes espaços não têm cabimento.
Sabemos que os comerciantes locais, alguns, têm vindo a modernizar os seus estabelecimentos comerciais, de modo a torna-los mais atraentes e que esse esforço tem continuidade pelo que me é dado observar, esperamos que sim para bem de todos não só dos comerciantes, mas também dos clientes que deles precisam.
Sem querer enveredar pela adivinhação, actividade hoje tão aceite e promovida, não me surpreenderia se dentro de uns anos, em algumas das nossas aldeias, não houvesse sequer uma caixa de fósforos á venda, e que os seus habitantes tivessem que se deslocar léguas para as adquirir, gastando mais em transporte do que em valor de compras.
Isso só pode ser impedido com o empenho de todos, pois todos beneficiamos com a existência de casas comerciais tradicionais.
Para terminar e sem querer intrometer-me: uso apenas o meu direito de opinião, é constrangedor ver funcionários a trabalhar sábados e domingos, sem o convívio da família e dos filhos. Estes são os dias em que podiam estar juntos e desfrutar da sua companhia como se fossem uma família, já que nos restantes dias há a escola ou a creche que impossibilita essa convivência. A relação familiar está a ser afectada pelos Hipers e Centros Comerciais e nada voltará a ser como dantes!!!!
Out 2009
Por uma questão de comodismo, todos nós gostamos de ter á mão, ou cada vez mais facilitada, a aquisição dos artigos de consumo diário, mas na prática desvalorizamos aqueles que contribuem para que isso seja possível: os pequenos comerciantes locais.
Numa época em que as grandes superfícies ou centros comerciais, usando as mais modernas e agressivas técnicas de Marketing apelam ao consumismo, colocando ao nosso dispor e de maneira cada vez mais atractiva, milhares de artigos, uns talvez úteis e necessários, outros nem tanto, é fácil cair na velha tentação da curiosidade e da descoberta, por isso aí vamos nós por essas estradas fora, á espera do milagre dos preços, comprando tanto o útil e necessário, como o inútil e dispensável.
Não sou de modo nenhum contra esses mega estabelecimentos, porque também são necessários ao equilíbrio comercial, mas entendo que podem estar a pôr em causa a continuidade dos pequenos retalhistas e assim, vir hipoteticamente a privar os consumidores dos meios rurais desse bem, que para além de material é também social, e a promover o aceleramento da desertificação.
Sabemos que nos grandes Supermercados, não somos mais que uma máquina a explorar; de cliente, temos apenas o nome, não conhecemos donos ou empregados, não há tempo nem espaço de conversa e da nossa breve passagem fica apenas a semente dos Euros na caixa ou debitados em conta bancária.
No comércio tradicional, por norma, há uma relação vendedor/cliente mais humanizada, há dialogo e amizade, há facilidade de crédito e mesmo ali ao lado, sem exigência de aval, porque o pequeno comércio serve e tem o cliente como amigo, valores que nos grandes espaços não têm cabimento.
Sabemos que os comerciantes locais, alguns, têm vindo a modernizar os seus estabelecimentos comerciais, de modo a torna-los mais atraentes e que esse esforço tem continuidade pelo que me é dado observar, esperamos que sim para bem de todos não só dos comerciantes, mas também dos clientes que deles precisam.
Sem querer enveredar pela adivinhação, actividade hoje tão aceite e promovida, não me surpreenderia se dentro de uns anos, em algumas das nossas aldeias, não houvesse sequer uma caixa de fósforos á venda, e que os seus habitantes tivessem que se deslocar léguas para as adquirir, gastando mais em transporte do que em valor de compras.
Isso só pode ser impedido com o empenho de todos, pois todos beneficiamos com a existência de casas comerciais tradicionais.
Para terminar e sem querer intrometer-me: uso apenas o meu direito de opinião, é constrangedor ver funcionários a trabalhar sábados e domingos, sem o convívio da família e dos filhos. Estes são os dias em que podiam estar juntos e desfrutar da sua companhia como se fossem uma família, já que nos restantes dias há a escola ou a creche que impossibilita essa convivência. A relação familiar está a ser afectada pelos Hipers e Centros Comerciais e nada voltará a ser como dantes!!!!
Out 2009
(A crise do Petróleo)
“Os homens, quando esquecem a história, pagam bem caro esse esquecimento.”
Em 1973, vai fazer 35 anos em Outubro, o Mundo assistiu a um chamado boicote do petróleo imposto por alguns países árabes que levou o barril dos 2,59 dólares a 11,65 obrigando alguns países a proibir a circulação de automóveis aos Domingos e a restringir a velocidade desses mesmos automóveis, casos da Holanda e depois da Bélgica e da Alemanha.
Estes acontecimentos, que deveriam alertar a comunidade ocidental para a incerteza do futuro, de nada serviram já que continuaram dependentes desta frágil fonte de energia como se ela fosse inesgotável.
O que está a acontecer no presente é apenas o princípio de um previsível caos económico e social não só no nosso país ou na Europa mas no mundo em geral.
Os governantes dos países mais poderosos, logo mais influentes e com maior poder de decisão, ou têm andado a dormir ou andam dominados por forças das quais não sabemos o nome, mas que existem e estão aí a impor a sua vontade, já que as décadas sucedem-se umas às outras sem que surjam outras alternativas energéticas viáveis, ou quando surgem, não são postas ao serviço da população porque os interesses económicos são para eles mais importantes do que o bem-estar geral dos povos.
Já houve duas importantes fábricas de automóveis (uma Americana outra Japonesa) que construíram e tiveram a circular, há poucos anos atrás, algumas centenas de automóveis eléctricos que deram provas suficientes para que continuassem a ser produzidos servindo melhor os utilizadores e o ambiente, no entanto, não sabemos porquê, esses veículos não foram vendidos mas apenas alugados, e sem razão aparente foram todos recolhidos e destruídos, não sei se por iniciativa das ditas fábricas se pressionados pelos tais “lobys” que tudo tentam controlar em nome do lucro a qualquer custo.
Embora as fontes de energia naturais sejam quase inesgotáveis (o sol dispersa mais energia num segundo, do que toda a que a humanidade já consumiu até hoje) os investimentos no seu aproveitamento são quase nulos e é pouco visível o empenho dos responsáveis pelos destinos deste planeta em aproveitar todas as fontes de energia que estão ao seu alcance.
Por exemplo: um camião a circular pelas auto-estradas da Europa a 100 K/hora, percorrendo milhares de Quilómetros, podia, aproveitando a deslocação do ar que provoca e, sem grandes alterações, produzir entre 50 a 70% da energia que consome, o mesmo acontecendo com outros automóveis de médio ou longo curso, mas a quem interessa, ou desinteressa isso?
É lamentável que esse imenso exército de incompetentes ou incapazes que governa o planeta, não tenha em mente o interesse colectivo e continue a ceder aos interesses dos grandes grupos económicos, ou por que não, dos seus próprios interesses inconfessáveis.
O perigo que representa a dependência exclusiva do petróleo e de como ele pode, e já começa a ser, a ruína das sociedades tal como as conhecemos hoje, deve ser levado em conta e analisado o impacto devastador que pode provocar.
Os conflitos, se agora localizados, certamente que se irão generalizar e alastrar até tomar proporções apocalípticas que o homem não saberá nem será capaz de controlar ou vencer.
Já que os políticos deram, e estão a dar, provas de incompetência, resta-nos apelar à comunidade cientifica para que por si, unida e de boa vontade, possa num curto prazo de tempo, colocar ao dispor dos cidadãos outras alternativas... para bem da humanidade!
O EV1 (carro eléctrico que podia ser recarregado em casa) que atingia os 100 Km/hora em 9 segundos e circulou durante 10 anos nas estradas de um grande país.
Fev 2009
Em 1973, vai fazer 35 anos em Outubro, o Mundo assistiu a um chamado boicote do petróleo imposto por alguns países árabes que levou o barril dos 2,59 dólares a 11,65 obrigando alguns países a proibir a circulação de automóveis aos Domingos e a restringir a velocidade desses mesmos automóveis, casos da Holanda e depois da Bélgica e da Alemanha.
Estes acontecimentos, que deveriam alertar a comunidade ocidental para a incerteza do futuro, de nada serviram já que continuaram dependentes desta frágil fonte de energia como se ela fosse inesgotável.
O que está a acontecer no presente é apenas o princípio de um previsível caos económico e social não só no nosso país ou na Europa mas no mundo em geral.
Os governantes dos países mais poderosos, logo mais influentes e com maior poder de decisão, ou têm andado a dormir ou andam dominados por forças das quais não sabemos o nome, mas que existem e estão aí a impor a sua vontade, já que as décadas sucedem-se umas às outras sem que surjam outras alternativas energéticas viáveis, ou quando surgem, não são postas ao serviço da população porque os interesses económicos são para eles mais importantes do que o bem-estar geral dos povos.
Já houve duas importantes fábricas de automóveis (uma Americana outra Japonesa) que construíram e tiveram a circular, há poucos anos atrás, algumas centenas de automóveis eléctricos que deram provas suficientes para que continuassem a ser produzidos servindo melhor os utilizadores e o ambiente, no entanto, não sabemos porquê, esses veículos não foram vendidos mas apenas alugados, e sem razão aparente foram todos recolhidos e destruídos, não sei se por iniciativa das ditas fábricas se pressionados pelos tais “lobys” que tudo tentam controlar em nome do lucro a qualquer custo.
Embora as fontes de energia naturais sejam quase inesgotáveis (o sol dispersa mais energia num segundo, do que toda a que a humanidade já consumiu até hoje) os investimentos no seu aproveitamento são quase nulos e é pouco visível o empenho dos responsáveis pelos destinos deste planeta em aproveitar todas as fontes de energia que estão ao seu alcance.
Por exemplo: um camião a circular pelas auto-estradas da Europa a 100 K/hora, percorrendo milhares de Quilómetros, podia, aproveitando a deslocação do ar que provoca e, sem grandes alterações, produzir entre 50 a 70% da energia que consome, o mesmo acontecendo com outros automóveis de médio ou longo curso, mas a quem interessa, ou desinteressa isso?
É lamentável que esse imenso exército de incompetentes ou incapazes que governa o planeta, não tenha em mente o interesse colectivo e continue a ceder aos interesses dos grandes grupos económicos, ou por que não, dos seus próprios interesses inconfessáveis.
O perigo que representa a dependência exclusiva do petróleo e de como ele pode, e já começa a ser, a ruína das sociedades tal como as conhecemos hoje, deve ser levado em conta e analisado o impacto devastador que pode provocar.
Os conflitos, se agora localizados, certamente que se irão generalizar e alastrar até tomar proporções apocalípticas que o homem não saberá nem será capaz de controlar ou vencer.
Já que os políticos deram, e estão a dar, provas de incompetência, resta-nos apelar à comunidade cientifica para que por si, unida e de boa vontade, possa num curto prazo de tempo, colocar ao dispor dos cidadãos outras alternativas... para bem da humanidade!
O EV1 (carro eléctrico que podia ser recarregado em casa) que atingia os 100 Km/hora em 9 segundos e circulou durante 10 anos nas estradas de um grande país.
Fev 2009
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